LAGUNA.

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A TERRA EM QUE NASCESTE

domingo, 1 de maio de 2011

DIA INTERNACIONAL DO TRABALHADOR

Madrugada de carnaval. Catadora de latinhas em Laguna - foto mjr
O dia do trabalhador é mais que uma comemoração.

É uma celebração de luto.



Em Chicago (1886) foi realizada nesse dia uma manifestação de trabalhadores, praticamente escravizados a jornadas de até 14 horas por dia. A 4 de maio as manifestações terminaram, segundo alguns historiadores, em um confronto com a polícia, onde uma bomba teria ferido alguns policiais e morto um deles, A represália foi uma espécie de execução onde teriam morrido centenas de pessoas. Os chefes do movimento trabalhista tiveram julgamentos rápidos e alguns foram condenados à pena de morte, numa tentativa da classe empresarial de abafar o movimento.

Em Paris, em 1889, no ano da comemoração do centenário da Revolução Francesa, em um congresso da Internacional Socialista uma moção propôs o dia primeiro de maio para relembrar o movimento de Chicago, como "DIA INTERNACIONAL DO TRABALHADOR".

No Brasil, a data é lembrada desde 1895 e foi oficializada como feriado nacional por Arthur Bernardes em 1925.

No governo Getulio Vargas, em 1940 é fixado o valor o salário mínimo, com a proposta de suprir a família de um trabalhador de todas as suas necessidades de alimentação, moradia, vestuário, transporte, saúde, blá, blá blá.....

1941 nasce a Justiça do Trabalho.

Ultimamente no Brasil, nos governos de comportamento neo-liberal, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Lula da Silva, os direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo da história vêm sendo agredidos em seu cerne, e suprimidos lenta e quase invisivelmente em seus valores, num processo cruel e frio em favor das classes empresariais. As reformas anunciadas sempre solapam de alguma forma o trabalhador. Vide 13° salário - fique atento, multa patronal por recisão de contrato, pagar a previdência por um valor e receber por um menor, a raspagem das aposentadorias.

Para puxar a carroça, basta um burro, um balde d'água e um feixe de capim.


Não faça deste feriado um dia de simples descanso e lazer, mas também um dia de vigilância, de refexão pelo bem de seu próprio futuro.



Não durma, estude, leia, discuta, procure saber.



por Márcio José Rodrigues