quarta-feira, 15 de agosto de 2018


ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

O dia de hoje, 15 de agosto, marca no calendário religioso da Igreja Católica Romana, Igreja Anglicana e também Igreja Católica Ortodoxa, a cecebração da Assunção de Nossa Senhora.
Os textos mais antigos, datados do séc. IV e outros subsequentes tratam da crença em um fenômeno ora denonominado a Dormição da Teotoco* ( o corpo que guardou Deus*) ou a Assunção de Maria Mãe de Deus. 

Dormição da Teotoco.

Há uma crença geral ratificada por João Paulo II em 1997, que Maria teria experimentado a morte natural e permanecido no túmulo durante três dias (a dormição) e após, ter sido ressuscitada por seu Filho Jesus e elevada aos céus também corporalmente (assunção).

A data, oficialmente institucionalizada em 1950 pelo Papa Pio XII é comemorada em vários paises do mundo e em muitos deles como feriado nacional, como Alemanha (Baviera e Saarland), Áustria, Bélgica, Chile, Colômbia, Croácia, Eslovênia, Espanha, Equador, França, Grécia, Líbano, Lituânia, Itália, Malta, Maurício, Polônia, Portugal, Romênia, Senegal, Suíça (em 8 cantões) e Vanuatu.
Paises católicos a exemplo de Brasil, Canadá, Argentina e outos em todo mundo que não proclamaram feriado nacional, mas celebram festivamente a data.
Nossa Senhora da Glória - Laguna
Foto de autor não identificado

Aqui em Laguna, a celebração vais ser realizada no domingo , 19/08.

Programa
Peregrinação ao Morro da Glória
Celebração da Santa Missa às 10:00 horas, junto ào monumento a Nossa Senhora da Glória.
                 12:00 horas - almoço no Centro Social e Cultural de Santo Antônio.


FÁBULAS
Amigos.
Neste tempo em que teremos em breves dias a SEMANA CULTURAL em Laguna, gostaria de compartilhar algumas histórias com vocês.
Em algumas usarei o artifício da Fábula.
Fábulas são narrativas orais, onde os personagens humanos são representados por animais revestidos de caraterísticas humamas (antropomórficas), como o dom de falar. O nome vem do verbo "Fabulare", palavra que originou o nosso verbo falar.
Em épocas difíceis, as críticas à classe alta social poderiam ser perigosas e então, o fabulista usava animais falantes como personagens , para denunciar, ridicularizar comportamentos, assim, educar o povo comr lições de moral.
O gênero é antigo, conhecido desde os Assírios, Hindus (1.000 a.C) e outros povos orientais, mas foi em ESOPO, escravo grego do séc. VI a. C, que o estilo tomou sua forma clássica.
Na Roma antiga o grande fabulista foi Fedro, que lhe deu a forma latina.
Em tempos modernos, emtretanto, foi o francês Jean de La Fontaine o grande divulgador que tornou a fábula apreciada no mundo ocidental, principalmente em narrtaivas para crianças. Tinha de aparência ingênua e diverttida, mas sempre contundente.


Um exemplo:

 A RAPOSA E AS UVAS ( La Fontaine)
Uma raposa esfomeada procurava desesperadamente algo para comer.
Seguindo seu faro refinado, descobriu um exuberante parreiral  de onde pendiam tentadores cachos de uva madura.
Já os imaginava desmanchando-se em sua boca e o suco irresistível que deveria ser.
Sem mais delongas começou a saltar, as fauces arreganhadas de ponteagudos dentes, para abocanhá-los, mas oh, decepção, eles estavam muito altos e fora do seu alcance, enquanto os corvos e os esquilos banqueteavam-se.
Após repetidas e frustradas tentativas, desanimou vencida pelo cansaço.
Mas, mesmo assim, ante a dura derrota, saiu resmungando:
- Não faz mal, estavam verdes!
(Moral : certas pessoas que não conseguem o que desejam, não aceitam a derrota e põem-se a desdenhar do bem que antes queriam tanto , menosprezando  as pessoas que o conseguiram,)
                                                                            - adaptação por márcio josé rofrigues -

quarta-feira, 18 de julho de 2018



SHAPPER LAGUNENSE MARIO FERMINIO
REINVENTA PRANCHA DE SURF.

Após uma larga experiência na produção de mais de 10000 pranchas de surf espalhadas em todo o mundo ( Marinho já viveu na Europa) fornecendo-as a grandes nomes do surf internacional, o shapper se supera.
Com a larga experiência no uso de resinas, dedica-se também
há um bom tempo e produzir utilitários e peças de decoração com madeiras de sucata de construção civil e técnica com epoxi, todas de resultados surpreendentes e de alto bom gosto.





A preocupação amadurecida na busca de materiais compatíveis com a vida e a preservação do meio ambiente levou-o à pesquisa de resinas não tóxicas vegetais, mas de alta resistência e durabilidade e mais leves que as atualmente usadas.

A PRANCHA FOLHA é uma obra prima de artesanato e tecnologia que certamente vai ser em muito pouco tempo o sonho de qualquer surfista.
A tecnica aliada aos materiais adequados também permititá aos shappers, muito mais segurança no corte dos materiais e escultura, além de poupá-los de poeiras tóxicas nas lixações e pintura.

A nova prancha será produzida apenas na cor verde.

É TALENTO, É BOM, É LAGUNA.





Marinho é filho de Sadi e Tereza Ferminio (i.m.) e hoje reside em Florianópolis.

terça-feira, 17 de julho de 2018


SONHOS




          
          

Quando Aurora rompe na linha do horizonte o véu da noite escura e tenebrosa e tinge a barra do céu em tons de púrpura, lilases e róseos, anuncia seu irmão Apolo que, logo surgirá a cruzar o firmamento em sua carruagem de fogo.

Os indomáveis corcéis alados, em labaredas ofuscantes, puxam o esplendoroso carro do deus Sol, para anunciar aos humanos que um novo dia de esperança lhes é concedido pela benevolência de Zeus.
Apolo tem o controle das rédeas e os domina, mas não lhes contêm a ânsia estupenda de voar pelo espaço aberto à sua frente.

Ante a colossal majestade, as estrelas recuam para as profundezas do infinito, onde permanecem em respeitoso recolhimento.
O dia que assim nasce é uma dádiva divina que traz sempre em seu regaço um generoso cesto de oferendas.
O dia convida, por ser um dom gracioso, que desfrutemos fartamente destes presentes, onde estão contidos a esperança renascida, a fé, a paz, o amor e a certeza de que nunca estamos sós no universo.

O dia nos ensina a contemplar.
Também nós somos viajantes no espaço aberto da existência. 

Nossos sonhos são os corcéis que puxam a carruagem da nossa vida através do infinito da imaginação.

Sonhos têm asas e precisam de espaço para voar.
De nada adianta tê-los se os mantivermos engaiolados.
Eles precisam de liberdade, mas nós somos seus donos e temos as rédeas em nossas mãos.

Assim como as estrelas recuam ante a majestade de Apolo, a indecisão, a incerteza e o medo devem se esconder ante a majestade dos nossos sonhos.

Viver não é preciso, mas sonhar é preciso.

Vô Márcio.


PARA MARIA ANTÕNIA
Neste dia dos seus 15 anos.

domingo, 8 de julho de 2018



Distância  - por Henrique Helion Córdova

             
Meus sonhos, freqüentes, velozes, mais velozes que eu, são sempre inalcançáveis;
Minhas jornadas, ágeis, intensas, em busca dos prêmios oníricos, são incansáveis.
Meus variados sonhos prosseguem insistentes e persistentes, agressivos e impiedosos;
Minhas jornadas, mais penosas,
negam-se ao esmorecimento leniente dos medrosos.
Inesperadamente, sonho que o mistério de minhas quimeras será desvendado nas próximas primaveras;
Mas, no setembro da revelação prometida e tão esperada , não mais que acordei extenuado, deveras.
Não obstante , quero continuar sonhando, até que as minhas forças, exangues, suplantem todas as eras.

Henrique Helion Velho de Córdova
é escritor e poeta catarinense, nascido em São Joaquim em 21 de dezembro de 1938. 
Homem de extensa cultura jurídica e humanística é considerado um dos mais primorosos oradores do Estado de Santa Catarina.
Na vida profissional destacou-se como advogado (UFRGS) e na política, como vice- governadopr do estado, ocupando a gevernadoria nos anos 1982/1983.
Também exerceu mandatos de deputado e, principalmente, como Deputado  à Asembleia Nacional Constituinte de 1988.

sábado, 7 de julho de 2018

JOÃO JERÔNIMO DE MEDEIROS



UM AMIGO MUITO QUERIDO.


Sabe aquele amigo a quem voce costuma chamar de irmão por causa de laços criados no coração?
Então... Este aqui está completando hoje 80 anos de uma existência iluminada por Deus, nos caminhos e vocação da família, da educação e do cristianismo. 

Nossa gente  vem de longa data se estimando desde os velhos tempos do Imaruhi lá do século XIX.
Na juventude nos encontramos no internato do Ginásio Sagrado Coração de Jesus ( scj) em Tubarão onde fizemos o ginasial e depois no Colégio Catarinense de Florianópolis (jesuitas), também como alunos internos e portanto, de convivência quotidiana.


O esporte não era o seu forte, mas compensava sobejamente no campo da cultura, na literatura, poesia, oratória e teatro.
Dedicou-se à educação onde foi um baluarte do Projeto Rondon, além de ser um dos pilares da Universidade Unisul, desde o seus primórdios de Fundação Educacional.

Colégio Catarinense 1969.. Jota na extrimidade direita da segunda fileira.
Professor do ensino superior, ecomomista, teólogo, advogado, poeta, escritor, administrador, conferencista, mas sobretudo um ser humano notável pela bondade, o caráter impecável e um chefe de família de respeito, com muito amor, doçura e carinho. ( a bem da verdade, também teve muita sorte em ter casado com Vera, sua primeira e única paixão).
Sei que o este pequeno espaço não comporta o seu curriculum vitae, mas também, esta intenção de agora é celebrar sua vida e sua amizade.
FELIZ ANIVERSÁRIO, JOTA.




MEUS OITENTA ANOS, JÁ VIVIDOSJoão Jerônimo de Medeiros
Agradeço, e a Deus bendigo
Oitenta anos que hoje faço;
E a todos e a cada amigo
O meu carinhoso abraço.

Bem feliz, aqui eu estou
Por viver um tempo, assim!
Mas, a vida me ensinou
Que não há tempo sem fim.

Preciso, então, me cuidar
Para viver com alegria,
O tempo que me restar.

A vida é bênção de Deus,
Que me trouxe até este dia,
E a peço aos amigos meus.

Amém







terça-feira, 3 de julho de 2018

retorno

Caríssimos.
Após cobrança de um amigo escritor e poeta, para retornar ao BLOG docmarcio.blogspot.com e após um
 pouco mais de um ano sem nada publicar, observei que eu havia deixado para trás perto de 130.000 acessos.
Azulejos portugueses na Casa Pinto d'Ulyssá - Laguna SC
Peço desculpas e os reconvido a ler, participar, opinar e enviar suas matérias e fotografias, relatos de viagens, poesia, crônicas e artigos para quem sabe, darmos juntos uma nova dinâmicas a este instrumento util de comunicação.
Vamos começar?

segunda-feira, 5 de junho de 2017


O PINHEIRO E A NUVEM 
5 de maio, Dia do Meio Ambiente
                                                 por márcio josé rodrigues

Nas antigas florestas deste lado do mundo, uma grande amizade nascera e se perpetuava por tempos imemoráveis, entre as árvores e as nuvens.
Nuvens parecem todas iguais, são disformes, ou melhor, conseguem mudar a todo instante.
Dizem que são passageiras. Mas, acredite, elas têm coração, sentimentos e uma memória inapagável.
Uma delas tinha uma especial afeição por uma gigantesca araucária que havia nascido numa colina à beira de um paradisíaco vale, há mais de mil anos.
Araucaria brasiliana - pinheiro catarinense.

O lugar onde a semente caíra era uma fenda em rochedo alto e inóspito, exposto aos raios inclementes do sol.
Mas era uma plantinha valente, aquele pinheirinho. Infiltrou suas débeis e pequenas raízes em todos os minúsculos espaços onde havia qualquer nutriente que a ventania, porventura, se encarregava de alimentar.
O pequeno arbusto havia conquistado sem o saber, uma madrinha entusiasmada com sua coragem e persistência, uma daquelas nuvens que passavam por aquele lugar.
Quando ela voava rente ao topo da colina em sua ronda em torno do planeta, fazia chover sobre ele uma garoa suave e vivificadora, fresca, que o aspergia e encharcava de carinho, o bastante para mantê-lo vivo e ainda mais encorajado.

Com mais abundância a água generosa e farta alimentava o gracioso rio que corria pela campina lá embaixo.
Então ele agitava alegremente sua copa ao vento e desprendia um suave aroma de sua essência preciosa.  Assim, sua amiga partia totalmente perfumada, de volta à rotineira viagem, levando consigo aquela lembrança de seu amigo.
Ele cresceu, rompeu e despedaçou a rocha, ganhou a terra profunda.
Tornou-se um respeitável gigante. Produziu incontáveis pinhas estufadas de saborosos pinhões, alimento fundamental de muitas espécies de animais, entre eles, as ruidosas gralhas azuis que se encarregavam de espalhá-los pela mata onde nasceram outros tantos pinheiros, seus filhos.
Um dia, porém chegaram os homens de pele clara, com suas mulheres e crianças e seus machados de ferro. Iniciaram um lento processo de destruição e abertura de clareiras para construírem suas casas, perseguindo e matando os animais, caçando e exterminando os antigos habitantes de pele escura que viviam em paz com a mata. Depois mandaram notícias aos seus semelhantes e eles continuaram chegando cada vez mais numerosos, em multidões furiosas, com mais ferramentas, doidos varridos de ambição e morte.
Descamparam a antiga floresta para suas estranhas plantações, poluíram o cristalino rio com venenos desconhecidos, extinguiram os peixes e aprisionaram as aves.
Rasgaram estradas em uma incontrolável fome de mais árvores para simplesmente queimar ou fazer mais casas, currais e cercas, pois se achavam donos da natureza e marcavam com estacas e paliçadas tudo aquilo de que tomavam posse.
 E assim se foram as imbuias, os pinheiros, os jacarandás, as caneleiras, as perobas e os garapuvus.

Certo dia aconteceu o que jamais ninguém imaginara, nem mesmo os mais antigos daqueles doidos. O rei da floresta, a mais idosa de todas as árvores, não resistiu a dias e noites a fio, de tortura a golpes de machado.  
O velho majestoso pinheiro, orgulho daquele lugar também tombou.
Quando as nuvens retornaram e viram a devastação ficaram perplexas. A nuvenzinha, porém, ao perceber o desaparecimento do querido amigo, entrou em desespero. Voou pelas vizinhanças à sua procura, contorceu-se, rodopiou mil vezes a chamar alto por seu nome sem, contudo, obter resposta ou, quem sabe, sentir um só resquício de seu perfume.
Ao seu desespero uniram-se as demais amigas e, tantas eram, que esconderam o sol. Por dias e noites sem parar, clamavam e seus gritos desesperados eram trovões que ribombavam pelas quebradas das montanhas, fazendo tremer tudo em volta. E acenderam suas luzes para iluminar a escuridão e suas luzes eram raios fulminantes que incendiavam e matavam, colocando os homens em pânico.
Cansadas e sem mais esperança daquela procura insana, puseram-se a chorar de dor e desespero e suas lágrimas copiosas fizeram transbordar o rio, inundaram as cidades, matando, fazendo desmoronar as encostas, soterrando casas, carregando suas pontes, deixando em tudo, um palco de terror e desolação.
Quando o vento as empurrou, enfim, para o vazio do espaço, quando o céu recuperou sua cor azul, não restara muita coisa daquilo que era o lugar das pessoas.
E as pessoas também choraram seus mortos, desaparecidos e suas perdas irreparáveis.
O sol voltou e eles recomeçaram suas vidas tentando reconstruir seus lares naqueles mesmos espaços em que se amontoavam.
Com certeza, vão buscar novas árvores, cada vez mais longe.
As nuvens estão agora em viagem ao redor do mundo.
Elas voltarão na próxima primavera, ou quem sabe no inverno ou outono à procura das suas amigas. 
E, com muito mais saudade, vão chorar de novo e de novo, talvez muito mais e com maior desespero. E destruirão muito mais enquanto os homens não aprenderem a conviver com a natureza.

https://www.youtube.com/watch?v=s9PQ7qPkluM
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