LAGUNA.

NÃO VERÁS LUGAR COMO ESTE.
AMA DE VERDADE
A TERRA EM QUE NASCESTE

domingo, 25 de setembro de 2011

É PRIMAVERA - VELAS AO VENTO

Imagem Google



VELAS AO VENTO
                              márcio josé rodrigues


Já morei na escuridão mais completa.
Lá onde também mora a angústia,
A mais atroz de todas.
Medo e desespero,
A opressão da garra do pânico.
Muito me debati e forcei a carne
até arrebentar, 
Como uma semente,
Que anseia respirar a primavera.

Deus estava junto a mim de muitas maneiras
Que eu não percebia.
Nunca estive sozinho nas piores horas.
Minha mãe,  a família, minha namorada,
Amigos de fé e minha religião.
Jamais sofri dor sem assistência.

Hoje tenho filhos que me levam
Como se fosse precioso cristal.
Gosto desta vida e das coisas boas.
Gosto de gente, de amigos, de conforto,
Música, meus livros, minha casa,
Família à mesa, uma taça de vinho.

Mas, meus sonhos maiores não são deste mundo.
Sonho em, quando chegar o dia,
Encontrar o bem maior à minha espera.


O que mais desejo agora, apenas,
 É abrir mais pano
Ao vento do Espírito.
Navegar meu oceano sem medo.

sábado, 24 de setembro de 2011

O ESPELHO DA VIDA - GHANDI

Mahatma Ghandi - foto Google






O caminho para a felicidade não é reto.
Existem curvas chamadas EQUÍVOCOS,
existem semáforos chamados AMIGOS,
luzes de cautela chamadas FAMÍLIA,
e tudo se consegue se tens: um estepe chamado DECISÃO,
um motor poderoso chamado AMOR,
um bom seguro chamado Fé,
combustível abundante chamado PACIÊNCIA,
mas acima de tudo um motorista habilidoso chamado DEUS!

 


Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem os seres humanos. Ele respondeu:


A Política, sem princípios; 
o Prazer, sem compromisso; 
a Riqueza, sem trabalho; 
a Sabedoria, sem caráter; 
os negócios, sem moral;
a Ciência, sem humanidade; 
a Oração, sem caridade.

A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis​​, se eu sou amável,
que as pessoas são tristes, se estou triste,
que todos me querem, se eu os quero,
que todos são ruins, se eu os odeio,
que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
que há faces amargas, se eu sou amargo,
que o mundo está feliz, se eu estou feliz,
que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
que as pessoas são gratas, se eu sou grato.
A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta.
A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim.

"Quem quer ser amado, ame"

Postagem Márcio José Rodrigues - recebido via e-mail , sem identificação de autor.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

PAIXÃO, AMIZADE, AMOR

Dia de netos em casa - Vó Gracinha e sua arte
O TRÊS INGREDIENTES DA VIDA
por Márcio José Rodrigues


A paixão é a mais abrasadora dos emoções.
A amizade, o mais nobre dos sentimentos.
O amor, o mais sublime dom de Deus.

 A paixão se revela na posse.
A amizade se realiza na doação.
O amor se completa no sacrifício.

Na paixão, revelamos o animal;
Na amizade, a nobreza do humano;
No amor, nossa origem divina.

A paixão se encontra no corpo.
A amizade emana do coração,
O amor reside na alma imortal.

A paixão se alicerça no domínio.
A amizade funda-se na fraternidade.
O amor, na renúncia de si mesmo.

A paixão dura o tempo de uma chama,
A amizade, o tempo de uma vida.
O amor sobrevive à eternidade.

A paixão é capaz de odiar.
A amizade deseja a harmonia.
O amor  supõe o perdão.

Sem paixão não vivemos.
Sem amizade, enlouquecemos.
Sem  amor, morremos para sempre.

sábado, 17 de setembro de 2011

Veleiro no cais em Laguna - Brasil     foto márcio rodrigues
Setembro, mês das ventanias e dos dias azuis em Laguna, Brasil. Aninha acabara de completar 18 anos e,  possivelmente, este foi o mês em que se encontraram pela primeira vez, ela e Giuseppe Garibaldi e em que se fez ANITA. Mulher, amante, esposa, mãe, companheira em armas, uma vida curta e intensa de apenas 27 anos, plena de dedicação, amor e heroísmo jamais vivido por outra mulher, com tanta intensidade,

CORRUPÇÃO

La Barca di Caronte - Luca Giordano, 1684 (imagem Google)



MEU "CARÍSSIMO" POLÍTICO.
SE CONSERVAS CONTIGO, AQUILO QUE NÃO É TEU, DEVOLVE!
A BARCA DE CARONTE NÃO TRANSPORTA BAGAGENS, 
SÓ O PASSAGEIRO.


texto e postagem márcio josé rodrigues

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O CEDRO E A NUVEM - em solidariedade às vitimas das enchentes de Santa Catarina

Cedro - imagem  Google
texto e postagem:  márcio josé rodrigues

Nas antigas florestas deste  lado do mundo, uma grande amizade nascera e se perpetuava por tempos imemoráveis, entre a floresta e as nuvens.
Nuvens parecem todas iguais, mas havia uma delas que tinha uma especial afeição, nada que se comparasse com as demais, por um gigantesco cedro, que havia nascido numa colina à beira de um paradisíaco vale, há mais de mil anos.
Quando ela passava em sua ronda em torno do planeta,  fazia chover sobre ele uma garoa suave e vivificadora, fresca, que o aspergia e encharcava de carinho o bastante para sobrar em abundância, a água para alimentar o majestoso rio que corria pela campina logo abaixo.
Ele agitava alegremente sua copa ao vento e desprendia um suave aroma de sua resina preciosa.  Assim, sua amiga partia totalmente perfumada, de volta à rotineira viagem, levando consigo aquela lembrança  de seu amigo.

Um dia, porém chegaram os homens de pele clara, com suas mulheres e crianças e seus machados de ferro. Iniciaram um lento processo de destruição e abertura de clareiras para construírem suas casas, perseguindo e matando os animais, caçando e exterminando os antigos habitantes de pele escura que viviam em paz com a mata. E mandaram notícias aos seus semelhantes, que continuaram chegando cada vez mais numerosos, em multidões furiosas, doidos varridos de ambição e morte. E eles descamparam a antiga floresta para suas estranhas plantações, poluíram o cristalino rio com venenos desconhecidos, extinguiram os peixes  e aprisionaram as aves, rasgaram estradas em uma incontrolável fome de mais madeira. E assim se foram as imbuias, os pinheiros, os jacarandás, as caneleiras, as perobas e os garapuvus..

Um dia aconteceu o ninguém imaginara, nem mesmo para a maioria daqueles doidos. O rei da floresta, a mais idosa de todas as árvores, não resistiu a dias e noites a fio, à tortura dos golpes de machado.  

O velho cedro também ruiu por terra.

Quando as nuvens retornaram e viram a devastação daquele lugar, ficaram perplexas. A nuvenzinha, porém, ao perceber o desaparecimento de seu velho amigo, entrou em desespero. Voou pelas as vizinhanças à sua procura, a chamar alto por seu nome sem, contudo, obter resposta ou , quem sabe, sentir um só resquício de seu perfume. A ela uniram-se as demais amigas, tantas eram, que esconderam o sol.
 Por dias e noites sem parar, clamavam e seus gritos desesperados eram trovões que ribombavam pelas quebradas das montanhas, fazendo tremer tudo em volta. E acenderam suas luzes para iluminar a escuridão e suas luzes eram raios fulminantes que incendiavam , colocando os homens em pânico.
 Cansadas e sem mais esperança daquela procura insana, as nuvens  puseram-se a chorar de dor e saudade.
Suas lágrimas copiosas fizeram transbordar o rio, inundando as cidades, matando, fazendo desmoronar as encostas, soterrando casas, carregando  pontes, deixando em tudo, um palco de terror e desolação.
Quando o vento as empurrou, enfim, para o vazio do espaço, quando o céu recuperou a cor azul, não restara muita coisa daquilo que era o lugar das pessoas. O sol voltou e eles recomeçaram suas vidas tentando reconstruir seus lares nos estreitos espaços em que se amontoam.

As nuvens estão agora em viagem ao redor do mundo.
Elas voltarão na próxima primavera, ou quem sabe no inverno ou outono à procura de  suas amigas, as árvores. 
E, com muito mais saudade, vão chorar de novo, e de novo, talvez muito mais e com maior desespero, enquanto os homens não aprenderem a conviver com a floresta.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

rendada de branco
jabuticabeira em flor
prepara doçuras

***
ao sol da manhã
aos poucos estende as asas –
nasce a borboleta

***

campinas sonoras
passarinhos saltitantes –
setembro chegou
_____________________

foto Jabuticabeira : Hélio Alberto Rocha Mattos
haicais : Clarice Villac



postagem Márcio José Rodrigues

terça-feira, 13 de setembro de 2011

CONFERÊNCIA DE CÚPULA DA ONU DEBATE CÂNCER

A CHAMA DE UMA SÓ VELA PODE ACENDER MUITAS OUTRAS
Posted by Picasa

Recebi via e-mail, de um amigo de muita fé, uma mensagem em que se engajava em um movimento de prece por uma causa justa.

A CURA DO CÂNCER
Com essa fé, poderemos interferir  nos destinos da Conferência de Cúpula da ONU, programada para os próximos dias 19 e 20 de setembro, que serão dedicados  ao debate sobre "Doenças não Transmissíveis", incluindo o  CÂNCER.

A prece é muito simples.

DEUS PAI, PERMITE A CURA DO CÂNCER.


Já perdemos muitas pessoas queridas, muitos amigos e muitos outros ainda vivem lutando contra esse mal.
Concentre-se por uns segundos apenas e faça a sua prece.
Não deixe esta chama apagar e repasse este apelo apelo a outras pessoas.

Talvez a cura do câncer esteja dependendo apenas da vontade política de homens poderosos e interesses econômicos de laboratórios e empresas de equipamentos.

Origem: internet, autor desconhecido.
Texto e postagem Márcio José Rodrigues

sábado, 10 de setembro de 2011

EM LAGUNA É LANÇADA REVISTA SABER


edição e texto Márcio José Rodrigues

Já circulando em Laguna o primeiro número da revista "SABER", direcionada à educação e à cultura, com projeto de circulação mensal.
A publicação é bem estruturada e, graficamente, de ótima qualidade.
Iniciativa do Professor Rodrigo Bento, abre sua primeira edição com imagem de capa e matéria central sobre o naufrágio do navio "Malteza S" , do excelente livro do escritor lagunense Valmir Guedes Júnior.
Desejamos uma longa vida à "Revista Saber" e parabenizamos a importante iniciativa.

BRILHAM NOVAS LUZES EM LAGUNA?

A revista pode ser recebida por assinatura semestral através dos links
contato@revistasaber.com
www.revista saber.com


Telefones (48) 8459-5006   9916-6304

Foto Laguna inFoco

Rodrigo Bento é professor com graduação em História pela Unisul e pós-graduando em Gestão Pública, além de militar na imprensa como radialista.
É editor da Revista Saber.
Tem 34 anos, casado com Juliana. O Casal tem uma filha, Isadora.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

COMPANHEIROS DE JORNADA

"Lasciate ogne speranza voi ch'entrate" - Dante Alighieri ( O Inferno)


Às pessoas a quem amo e amo porque as conheço, peço que me perdoem por este texto desagradável, mas tenho certeza que, quando olharem para trás só verão coisas boas. Mas não sei se muitos dos nossos homens e mulheres do poder, terão coragem de fazer isso sem tremerem de medo e angústia.            

                                              por Márcio José Rodrigues
            
 O tempo passou em minha porta.
            Não cumprimentou nem sorriu, nem tampouco deixou transparecer qualquer tipo de expressão na face petrificada.
            Sem sequer pedir permissão, arrastou-me,  agarrando-me  tão fortemente pelo punho, que nem pude reagir.
            Implorei que me deixasse.
            Ele respondeu com a voz  mais fria que eu já ouvira, sem nenhuma modulação de qualquer sentimento:
            - Não podes permanecer nos lugares  por onde passas!
            - Como não? - respondi incrédulo. Estamos agora mesmo em minha casa!
            - A casa de que falas ficou no passado. O vento que entrou pelas janelas mudou a posição das cortinas, o pó se deposita sobre os móveis, as pessoas estão mais velhas; algumas já se foram para sempre, assim como teu canário e teu cachorro.
            - Mas, este rio em que sempre me banhei, está bem aqui. Ainda o conheço. Ainda é o mesmo...
            - Não te enganes. Um rio é sempre outro rio a cada instante!
As águas em que te banhaste já foram para o mar. 
Estas que vês, são novas águas de um novo rio.
           
- Misericórdia! - roguei.
 Dá-me uma oportunidade de abraçar meu irmão, dizer algo que tenho travado aqui dentro do peito para aquele amigo que magoei, ter de novo um só beijo de minha mãe...
            - Não tenho esta permissão!
            - Mas, isso é muito cruel!
            - Não há crueldade! - apenas cumpro minha destinação. 
Posso, porém revelar-te um segredo:
            - Será permitido que olhes para trás e assim possas ver o que fizeste e o que deixaste. 
Também terás dois companheiros de jornada. 
Eles estarão sempre ao teu lado e te acompanharão como a tua sombra. Aparecerão quando menos esperares, mesmo que não os tenhas invocado.
            - Posso saber quem são?
            - Eles são o remorso e a saudade!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

UMA NOVA INDEPENDÊNCIA


Uma nova independência

6 de setembro de 2011
Autor: Rodrigo Constantino
pequeno normal grande
Rodrigo Constantino 16/03/2011
Como um simples tropeiro, sujo e com dor de barriga, foi assim que D. Pedro proclamou a Independência do Brasil, segundo Laurentino Gomes. Se os fatos daquele sete de setembro de 1822 correspondem a esta versão, ou à imagem épica do brado retumbante às margens do Ipiranga, não vem ao caso aqui; o importante é que o Brasil ainda é uma república inacabada.
Se antes éramos colônia de Portugal, hoje somos súditos de Brasília. O Executivo governa com “medidas provisórias” de dar inveja aos decretos da ditadura. A carga tributária já chega a quase 40% do PIB. Há excesso de leis e regulações. O cidadão é tratado como um incapaz que necessita da tutela do Estado. Até quando vamos tolerar isso?
Amanhã celebraremos 189 anos de Independência. Peço ao leitor que, antes de abrir a merecida cerveja no feriado, dedique alguns minutos à reflexão acerca de nosso país. Vivemos em tempos de acelerada decadência moral e completa desmoralização da política. “Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito”, alertava o Cardeal de Retz.
O brasileiro trabalha até maio apenas para sustentar uma máquina estatal ineficiente e corrupta. Em contrapartida, não tem segurança, educação, saúde ou infraestrutura decentes. O Estado falha em suas funções precípuas, enquanto estende seus tentáculos a inúmeras áreas que não deveria. Em nome da “justiça social”, o Leviatã estatal se transformou numa gigantesca máquina de transferência de riqueza, cobrando enorme pedágio por isso. Não satisfeito, ainda quer ressuscitar a CPMF!
Recentemente, o Congresso desferiu mais um duro golpe nos brasileiros honestos, com a votação secreta que absolveu Jaqueline Roriz. Ela foi pega em vídeo recebendo propina, mas se alegou que o episódio ocorrera antes de sua eleição. Eis o escárnio total com que os deputados tratam seus eleitores: roubar pode, desde que não seja pego até as eleições. Tanto absurdo deveria parar o país, só que muitos estão perdendo a capacidade de indignação. Um rumo deveras perigoso.
Mas o espetáculo precisa continuar. Seguem batendo o bumbo da “faxina” contra a corrupção, ignorando detalhes importantes: as atitudes da presidente Dilma foram sempre reativas; ela veio do mesmo governo Lula que a antecedeu; Erenice Guerra, acusada de corrupção, estava ao lado de Dilma no dia da posse; e a própria presidente já sinalizou que a “faxina” acabou. É esta a “faxineira” que desperta tanta esperança na classe média?
A presidente alterou o discurso sobre austeridade fiscal. Aquilo que antes era considerado “rudimentar”, agora é defendido como necessário para reduzir a inflação. Mas, novamente, vemos que o espetáculo é mais importante que o resultado. O governo pretende ampliar em R$ 10 bilhões o superávit primário, sendo que os gastos públicos chegam a R$ 1 trilhão. Algo análogo a uma família endividada que gasta R$ 10.000 anunciar uma redução de R$ 100 nas despesas, para “arrumar” as finanças.
Como o governo não reduz seus gastos, não desarma a bolha de crédito do BNDES, e não aprova uma única reforma estrutural, resta derrubar os juros na marra. Foi justamente o que vimos semana passada, numa decisão inesperada do Copom, mesmo com inflação acima da meta. Trata-se de mais uma independência necessária: a do Banco Central. Quando este deixa de ser o guardião da moeda e passa a ser cúmplice do governo gastador, abrem-se as comportas da inflação galopante.
Não obstante, o brasileiro esclarecido parece acovardado, sem esperanças ou forças para lutar. Mas a apatia não nos levará a lugar algum além de mais abuso de poder. O derrotismo das pessoas de bem é grande aliado dos corruptos. O dirigismo estatal e a impunidade andam de mãos dadas com a corrupção. É preciso ter coragem para se erguer contra isso. É preciso ter visão de longo prazo, lutar contra a miopia daqueles que trocam a liberdade por migalhas, ainda que de ouro. Todos querem “direitos”, mas ninguém quer responsabilidades. As mudanças dependem de nós.
Por isso, caro leitor, peço a você que use algum tempo ocioso neste feriado para pensar no que fazer de concreto para melhorar as coisas. Precisamos conquistar uma nova independência, desta vez dos abusos de Brasília. Se cada um colaborar à sua maneira, em vez de apenas se resignar ou esbravejar num bar com os amigos, quem sabe teremos alguma chance?
Aproveito e o convido a conhecer o trabalho do Instituto Millenium (www.imil.org.br), que luta pela democracia, a economia de mercado, o Estado de Direito e a liberdade, tão em falta neste país.
Fonte: O Globo, 06/09/20011
Postado por Márcio José Rodrigues


Rajadas de vento chegaram a 100 km/h em Laguna, no Sul do Estado, nesta segunda-feira | Clima

Rajadas de vento chegaram a 100 km/h em Laguna, no Sul do Estado, nesta segunda-feira | Clima: "Rajadas de vento chegaram a 100 km/h em Laguna, no Sul do Estado, nesta segunda-feira Chuva também voltou e deve continuar até pelo menos quarta-feira Atualizada às 19h32min As rajadas de vento chegaram a 100 km/h em Laguna, no Sul do Estado, nesta segunda-feira, segundo dados da Epagri/Ciram. Em Florianópolis e Chapecó, os ventos passaram de 60 km/h. Segundo informações das Estações Meteorológicas do Grupo RBS, o vento na Capital chegou a 62,8 km/h às 18h. Em Chapecó, às 8h05min, as rajadas chegaram a 67,6 km/h. Além do vento, a chuva também voltou a SC. Durante a tarde, o tempo começou a mudar em diversas regiões. De acordo com dados da Epagri/Ciram, choveu em cidades do Oeste, Meio Oeste, Planalto Sul e Litoral Sul. Não houve registros de fortes precipitações nesta segunda-feira. Para terça-feira, a previsão é de instabilidade e não se descarta ocorrência de temporal, alagamentos e deslizamentos. Esta condição deve continuar até pelo menos quarta-feira." 'via Blog this'

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

INDEPENDÊNCIA OU MORTE?

Foto Márcio José Rodrigues Filho com montagem mjr - molhes da barra, Laguna, Brasil




Texto e postagem Márcio José Rodrigues

Quando se observa esta cena bucólica de um pescador solitário nos molhes da barra em Laguna, Brasil, parece que se está diante de uma tela de Monet.
A imagem sugere não apenas a beleza escancarada do cenário, mas também algo quase intocável de mistério.
Um homem solitário à beira do mar, equilibrando-se perigosamente sobre uma aresta de rocha dura e escorregadia, olha a imensidão à sua frente na expectativa de lançar sua tarrafa.
Cospe, pragueja, resmunga, num entremeio de rezas e blasfêmias, a atenção aguçada e devaneios, impressão invejável de plena liberdade e independência do muno real.

As profundezas indiferentes escondem as respostas que procura e o desafiam a arriscar seu lance.
Para esse homem, o peixe que almeja representa muito mais que uma vitória sobre o gigante à sua frente. Seu  troféu será fatiado em partes diferentes e proporcionais que em sua família representarão a alimentação, medicamentos, cadernos, transporte, roupas para as crianças que não querem parar de crescer, a goteira no telhado, tudo a cada dia mais caro.
Esse mar que o desafia e o afronta, é ao mesmo tempo, seu pai e seu algoz, seu provedor e sua esperança.
Ele jamais pensou em cuidar do mar e nem sabe se alguém se preocupa com isso.
Só sabe que peixe deve morrer para que o homem alcance a independência.

Amanhã seus filhos estarão desfilando na rua central, portando bandeirinhas e ao som  dos tambores e nem saberão muito nitidamente porque. Talvez, muitos dos professores que os estarão organizando na fila da marcha, também nem saibam direito o que estão fazendo ali.
Após o desfile as crianças voltarão aos seus folguedos .

Os adultos, as autoridades, voltarão às suas barganhas e venderão sua liberdade no tempo oportuno.
Certamente, ficarão calados quando conseguirem amordaçar a imprensa e os meios de comunicação.
Afinal, para que servem os jornais , senão para embrulhar os peixes mortos?

AINDA ESTÁ EM TEMPO, IRMÃOS!
INDEPENDÊNCIA NÃO É UM LUGAR.
É UM CAMINHO!

sábado, 3 de setembro de 2011

JOGO DAS HORAS

Montagem sobre foto - Praça de Aanita, Laguna, Brasil - márcio j. rodrigues

postagem Márcio José Rodrigues