LAGUNA.

NÃO VERÁS LUGAR COMO ESTE.
AMA DE VERDADE
A TERRA EM QUE NASCESTE

domingo, 26 de maio de 2013

SOS GRAVATÁ

É com imensa esperança que publico esta maréria sobre o esforço do Vereador Eduardo (Dudu) Carneiro para salvar um recanto paradisíaco de Laguna da fome do especulador imobiliário, hoje no foco da construção de um condomínio de luxo, ou seja, a ocupação da área, em benefício de alguns poderosos com dinheiro em caixa para usufruir com exclusividade desse paraíso de todos.

É assim:
Dizemos que isso é progresso, desenvolvimento.
Para quem? Quem lucrará com isso? Quem poderá usar? A quem interessa o projeto?
A paisagem se desfigura.
Vêm os postes, os fios, as muralhas e os muros.
As estradas, os carros.
O lixo,, o esgoto.
Os prédios e depois outros prédios e... mais muros.
Depois,adeus ao GRAVATÁ!

Gravatá é um recando ainda intocado com costões, praias e morros ao sul  dos molhes da barra em Laguna, Brasil.
GRAVATÁ - ao sul dos molhes da barra. - foto da publicação de Eduardo Carneiro via Facebook em 26/05/2013

Escreve Dudu Carneiro na Net:

“Já iniciamos as conversações sobre o Morro do Gravatá. Na última semana, estive reunido com ambientalistas para a criação do “Parque Natural Municipal do Gravatá”.
Estamos elaborando o texto para transformar em lei a criação do parque, que tem como objetivo não permitir a construção de condomínios na área.
Vou informando sobre o andamento deste projeto.

O Morro do Gravatá já esteve outras vezes ameaçado....

Em 2010, o Governo Municipal encaminhou o projeto de lei para alterar a lei orgânica no artigo 129.

Com a seguinte redação:
“Constituem áreas de especial interesse ambiental do município...”

O fato criava uma brecha na lei, onde viabiliza a construção de um empreendimento imobiliário, independentemente do plano diretor.

Conseguimos bloquear o projeto. Agora precisamos do apoio de todos que concordam em preservar aquele paraíso natural.


Publicação: márcio josé rodrigues

sábado, 25 de maio de 2013

DESPEDIDA NOS MOLHES DA BARRA

HERIBERTO BARZAN despediu-se dos familiares e amigos nesta tarde de sábado.
Suas cinzas foram derramadas nas águas calmas do canal dos molhes da barra em Laguna, por volta das 15:30 h.
O lugar não poderia ser melhor escolhido, por ele o ter amado durante a vida  toda, aficcionado que era da corrida do boto a tarrafear as tainhas corseiras de entrada.

De estatura avantajada e do alto dos seus 2,02 m de altura, levava séria vantagem nos arremessos da tarrafa e na disputa dos saborosos peixes tão apreciados em nossa região.

Cerimônia simples de preces silenciosas no coração de cada um dos presentes, porém extremamente tocante, bela e expressiva.

As fotos tomadas por sua filha Ana, ilustram bem a cena.



A vida nasceu nos mares tépidos da Terra ainda criança.
Ao mar foi devolvido o que era apenas a armadura material que escondia sua alma, libertando-a para sempre na direção do Eterno.
Tu és mar e ao mar hás de voltar.

Ficam a esposa Da. Tereza, os filhos, os netos, os irmãos e os amigos.
Ficam as pessoas e a saudade.

texto e postagem por márcio josé rodrigues.

sábado, 11 de maio de 2013

MÃES



O segundo domingo de maio sempre evoca ternura e acende o velho lume de um amor diferente que faz dançar nas labaredas, imagens da felicidade na sua forma mais pura e mais divina.

Dia das mães.
Dia do verdadeiro amor, 
Do amor  paradigma para tudo aquilo que se quer fazer de amor.
Amor desinteressado,
Heroico,
Imagem google
Verdadeiro,
Ilimitado,
Porquanto eterno.

Ao imaginar da figura de minha mãe, 
Contemplando a mãe dos meus filhos,
Minha irmã,
Minhas filhas,
As muitas mães em nossa família,
Nas famílias dos amigos, 
Nas famílias da minha aldeia,
Nos exemplos diários das notícias,

Todas as mães,
Todas as avós,
As mães que se foram,
As que estão apenas começando,
Aquelas que adotaram filhos de ninguém,
As mães que sofrem as ausências de filhos distantes,

A ausência eterna dos filhos levados pela indiferença da pátria,
Mães das favelas,
Mães das tribos indígenas,
Mães das filas e dos corredores dos hospitais.
Aquelas outras esquecidas, abandonadas,
Órfãs de filhos vivos.

Abençoadas,
Anjos terrenos,
Imagens puras de Deus.





quarta-feira, 8 de maio de 2013


OS BUGIOS E AS TOCAS

No reino da bicholândia uma raça de bugios recebeu a incumbência de decidir sobre as questões que interessavam à comunidade do campo e da floresta, comuns a todos os viventes.
Eles tinham sido investidos em grande poder e extrema confiança, sob juramento solene de defender a verdade, a justiça, o bem estar, elaborando leis justas para o interesse comunitário e fiscalizando o cumprimento delas.

Com a modernidade dos tempos e a demanda de mais espaços para habitação, os bichos passaram a morar em tocas.
As tocas tornaram-se a febre  e o sonho de consumo de macacos, capivaras, gatos e cachorros, enfim de todos os habitantes.
Logo, logo, os tatus, detentores da tecnologia de construção, passaram a dominar um grande comércio de escavações, colocando em risco a preservação,  a segurança e contenção dos barrancos. 
Os melhores espaços estavam esgotados.
Mas os tatus, cegos pela perspectiva de mais riquezas, argumentavam pela necessidade de mais e mais tocas, extrapolando o gabarito de suporte de mais escavações.
Bugios - foto google.
Só os bugios do grupo juramentado podiam  conter a ganância daqueles predadores sem escrúpulos.

Mas, para surpresa de todos os viventes, veio o dia da grande decepção geral. O fato é que aprovaram por maioria, uma lei desastrosa para a natureza e o bem estar geral, em favor de mais enriquecimento dos tatus.

Agora, embora tristes, todos os bichos sabem os nomes de cada um daqueles bugios que, felizmente, não são tão fortes quanto pensam.
Acima deles existe uma lei muito maior e eles serão envergonhados diante da comunidade, além de perderem a confiança dos animais.
Felizmente, a lei é tão mal estruturada, que só resta ao tribunal dos bichos, declará-la nefasta, individualista, egoísta e sem efeito.

(Qualquer semelhança com fatos da vida real é mera coincidência. Este texto de ficção é apenas uma fábula para bichos crianças, para que no futuro, quando forem juramentadas, não façam mal à sua floresta.
- márcio josé rodrigues -