sexta-feira, 11 de maio de 2012

A MÃE DOS GRACOS

Minhas filhas Ana Clãudia e Ana Christina com os filhos Maria Antônia. Pedro e Fernando. - foto mjr
Texto e postagem: Márcio José Rodrigues


Na escola de primeiro grau de algumas décadas atrás, matérias como história, geografia, matemática, português e latim, faziam estudantes queimarem neurônios, porque além de os professores pegarem pesado, reprovavam mesmo e faziam repetir o ano.

Inesquecível uma história narrada no livro de latim “LUDUS’, de Milton Valente, sobre Cornélia, uma senhora romana, filha do herói Cipião Africano, aquele que pôs fim às  Guerras Púnicas entre Roma e Cartago, quando derrotou Aníbal na Batalha de Zama.
Cornélia viveu no séc. II a.C.
Era uma mulher de família importante e rica, porém, sensata e virtuosa.
Dois de seus filhos, Tibério e Caio, os “Irmãos Graco”, receberam dela uma educação esmerada e foram influentes tribunos em Roma. Revolucionaram o sistema de relações sociais, ao proporem maior distribuição de terras aos camponeses e a limitação dos latifúndios, ideias avançadas que os levaram à morte.

Uma vez, ainda garotos, estavam na companhia da mãe, quando uma matrona romana, ostentando joias riquíssimas presenteadas pelo marido, menosprezava a simplicidade de Cornélia.
Esta, então, apresentou-lhe os dois preciosos filhos e proferiu a sentença que sobrevive há mais de dois mil anos:
Haec ornamenta mea!” (Eis as minhas joias!).

Acho que as verdadeiras mães, não são aquelas que apenas parem, mas aquelas que se sublimam pelo amor e dedicação sem medidas.
São assim, Cornélias que colocam os filhos acima de todas as coisas, de todos os obstáculos, desafios e propostas da vida.

A elas rendo minhas homenagens e lhes desejo para todos os dias de sua existência:

FELIZ DIA DAS MÃES.

7 comentários:

INAMAR disse...

Que Deus abençoe a sua família , sempre ./feliz Dia das Mães a sua esposa , filhas e noras(?).Abraços, Marina.

Asta Peressoni Teixeira Ramos disse...

Também conheceste os Ludus ,(primus,secundus,tertius etc)?
Quando eu estava no Colégio,não os achava nem um pouco lúdicos,apesar dos nomes engraçados e das situações extemporâneas neles contidos.
"Cornélia,matrona romana"...,assim começava a lição a que te referes.Traduzir era relativamente fácil;o duro eram as versões.
Apesar das "feruladas" com que a Irmã Icléia vez por outra me brindava,agradeço-lhe as
noções de Latim que ela conseguiu transmitir,pois elas me são úteis até hoje.
Um abraço para ti e para a Gracinha (uma das três Graças do Colégio Comercial Lagunense,
como brincava o"seu" Édio)

Márcio Rodrigues disse...

Duarte, Fonseca e Queiroz, as três Graças.
No Ludus fui até o Quartus. Conheci anos mais tarde, o autor, Pe. Milton Valente, quando retornou da França, após fazer o doutorado em filosofia na Sorbonne. Sua tese era " A Ética Estoica em Cícero", com a qual foi aprovado com Mentiom Très Hororable. A fera erea de Tubarão.

Márcio Rodrigues disse...

mention

Anônimo disse...

Prezado Márcio,

Muito interessante e oportuno o resgate das tuas reminiscências numa data tão especial. Continuas ainda com o teu espírito imortal e irrequieto de professor.
Feliz daquele que pôde (e ainda pode) contar com uma Cornélia Africana na sua vida.
Na pessoa da d. Leda (uma virtuosa Cornélia da Silva), saúdo a todas as mães pelo dia, em especial àquelas mais próximas e que nos cercam de atenção e de carinho.

Abraço do


Adolfo

Anônimo disse...

Caro Amigo Márcio,
Muito bem citada a lembrança dos GRACOS e que hoje é motivo de orgulho para todas Mães e em especial Gracinha e Filhas. Ainda "festejando" a visita recente à Família Marcio Rodrigues, na qual pudemos relembrar tantas boas passagens e motivos que alimentam o grande carinho que presevo por Vocês.
fraternal abraço.
Alvaro Freitas - pse@quick.com.br

seuamigo12 disse...

Prezado Márcio,
sou sobrinho do padre Milton e tenho cuidado de uma parte de seu acervo, tentando divulgá-la.
Fico feliz com suas observações. Observo que, apesar do comentário anterior, ele é nascido em Santo Amaro da Imperatriz. Tubarão, onda nasci, foi o local onde seu pai, Camillo Afra Valente, iniciou a exploração das águas radioativas do Rio do Pouso, isso já em 1942.
'Nossa Senhora da Medianeira' era o nome da água mineral envasada e que foi distribuída até a década de 1960 a partir do sítio onde está o Hotel Rio do Pouso (que usa parte de sua casa, finalizada em 1956), defronte 'a capela que ajudou a construir e em cujo campo santo repousa junto de sua esposa (Appolinaria).
Abs.,
Joffre - joffrew@gmail.com