LAGUNA.

NÃO VERÁS LUGAR COMO ESTE.
AMA DE VERDADE
A TERRA EM QUE NASCESTE

quinta-feira, 19 de abril de 2012

DIA DO INDIO - 19 de abril

O ULTTIMO TAMOIO - Rodolfo Amoedo 1883


Esta data foi, no Brasil, determinada por decreto do Presidente Getúlio Vargas em 1943, como o dia 19 de abril.
Em 1940 houvera, na cidade do México, o 1º CONGRESSO INDIGENISTA INTERAMERICANO. A data de 19 de abril marcou o dia em que representantes indígenas resolveram comparecer, posto que, amedrontados e desconfiados com as atitudes históricas dos brancos, em suas lembranças só registravam expulsões, mortes, massacres e invasões.

Na história americana em geral, a chegada de Cristóvão Colombo e dos conquistadores espanhóis (Francisco Pizarro, Hernán Cortez) representou o genocídio, o desaparecimento de várias raças e o esmagamento de várias culturas, mais notoriamente os incas.
Infelizmente, no Brasil, também não foi diferente pata tupis, guaranis, tamoios, tupinambás.
Crianças Guaranis - imagem Google
Em santa Catarina, a ocupação do sul e a colonização portuguesa, bem como a italiana e alemã, não trazem nada de glorioso para os nossos ancestrais, uma vez que os povos indígenas não foram poupados na expulsão e destruição em massa de suas aldeias.
Em nossa região de Embiaçá (Laguna) aproximadamente 250.000 carijós foram exterminados no processo de caça ao índio para a escravidão nas fazendas de São Vicente e São Paulo.

Quem conhecer a religião dos nossos guaranis ficará surpreso com sua noção de Deus, Nhanderu-ête, pai criador, por cuja palavra tudo foi criado do nada, tradição de mais de cinco mil anos, difundida pelo povo tupi, um pouco anterior à Bíblia.
Saberá de uma terra que espera os bons a pós a morte, a “terra do sem mal”, do dilúvio, da extinção dos dinossauros.

Sua cultura resgatou para nós, grande parte de segredos medicinais, culinária, produtos agrícolas, como o milho e a mandioca, legados tão importantes à nossa sobrevivência.

A partir de hoje, quem sabe, possamos olhar com mais respeito para a questão do índio brasileiro e dos nossos guaranis e xoklengs sentados nas calçadas vendendo seus esmerados adereços e contemplados na maior pobreza.

texto e postagem márcio josé rodrigues