LAGUNA.

NÃO VERÁS LUGAR COMO ESTE.
AMA DE VERDADE
A TERRA EM QUE NASCESTE

terça-feira, 12 de abril de 2011

A TERRA É AZUL

Na data de hoje, 12 de abril, em 1961,  há meio século atrás exatamente, o cosmonauta russo IURI ALEKSEIEVTCH GAGARIN, a bordo da nave VOSTOK I  foi lançado da base espacial de Baikonur no Kazaquistão, para ser a primeira criatura humana em órbita do Planeta Terra. Aos 27 anos de idade, estatura baixa, o piloto de caça Mig 15, após os seus 108 minutos de uma volta em torno do planeta, tornou-se ante uma humanidade boquiaberta, o maior herói de seu tempo, acirrando definitivamente a corrida espacial.

É possível que os jovens de menos de cinquenta anos não consigam avaliar o estado em que ficaram as pessoas em todo o mundo. Tudo transcendia a mistério, transgressão das leis universais, coragem, heroismo e o rompimento definitivo de um modo de vida de toda a sociedade terráquea.

 De lá para cá, gostaria de deixar com vocês, uma pergunta cruciante:
 Em que mudou verdadeiramente a vida dos seres humanos após o desencadeamento da tempestade tecnológica que explodiu a partir desse feito magnífico?  
 Velocidade, viagens a jato, computadores, telefonia celular, microondas, dvd, pendrive, chip, cartões magnéticos, tv em cores, imagens holográficas, robótica, internet, redes sociais, além de uma nova revolução cultural que traz a marca de ser extremamente desordenada e caótica?

Sabem qual foi a maior descoberta da viagem de Gagarin? Pasmem!
Ele lá de cima descobriu extasiado e exclamou para toda a humanidade:
- A TERRA É AZUL!

Hoje é tão fácil ver no Google Earth ou nas imagens de satélite, que a terra é azul, mas naquela época, imaginem, ninguém sabia.
Talvez se fosse neste 12 de abril de hoje, 1911,  ele exclamasse:
- ATERRA É VERMELHA! 
 Está coberta de sangue de crianças e pessoas inocentes nas ruas do Brasil, nas guerrilhas, nos holocaustos, no terrorismo, na morte pela fome, na ganância dos banqueiros, na irresponsabilidade dos políticos, na guerra do crack, na intolerância religiosa, no desprezo aos pobres e à educação.

São tempos de paradoxo.
Solidão no mundo das comunicações.
Será que ainda temos esperança, antes de darmos o grande salto para o desastre final?

Sinceramente, penso que enquanto existirem poetas, sonhadores, políticos inspirados, mães que rezam, pais que acompanham os filhos, religiosos lúcidos que preguem o amor e a paz, educação atuante e séria, ainda temos esperança.