O caminho para a felicidade não é reto. Existem curvas chamadas EQUÍVOCOS, existem semáforos chamados AMIGOS, luzes de cautela chamadas FAMÍLIA, e tudo se consegue se tens: um estepe chamado DECISÃO, um motor poderoso chamado AMOR, um bom seguro chamado Fé, combustível abundante chamado PACIÊNCIA, mas acima de tudo um motorista habilidoso chamado DEUS! Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem os seres humanos. Ele respondeu: A Política, sem princípios; o Prazer, sem compromisso; a Riqueza, sem trabalho; a Sabedoria, sem caráter; os negócios, sem moral; a Ciência, sem humanidade; a Oração, sem caridade. A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável, que as pessoas são tristes, se estou triste, que todos me querem, se eu os quero, que todos são ruins, se eu os odeio, que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio, que há faces amargas, se eu sou amargo, que o mundo está feliz, se eu estou feliz, que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva, que as pessoas são gratas, se eu sou grato. A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta. A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim. "Quem quer ser amado, ame" Postagem Márcio José Rodrigues - recebido via e-mail , sem identificação de autor. |
sábado, 24 de setembro de 2011
O ESPELHO DA VIDA - GHANDI
terça-feira, 20 de setembro de 2011
PAIXÃO, AMIZADE, AMOR
O TRÊS INGREDIENTES DA VIDA
por Márcio José Rodrigues
A paixão é a mais abrasadora dos emoções.
por Márcio José Rodrigues
A paixão é a mais abrasadora dos emoções.
A amizade, o mais nobre dos sentimentos.
O amor, o mais sublime dom de Deus.
A paixão se revela na posse.
A amizade se realiza na doação.
O amor se completa no sacrifício.
Na paixão, revelamos o animal;
Na amizade, a nobreza do humano;
No amor, nossa origem divina.
A paixão se encontra no corpo.
A amizade emana do coração,
O amor reside na alma imortal.
A paixão se alicerça no domínio.
A amizade funda-se na fraternidade.
O amor, na renúncia de si mesmo.
A paixão dura o tempo de uma chama,
A amizade, o tempo de uma vida.
O amor sobrevive à eternidade.
A paixão é capaz de odiar.
A amizade deseja a harmonia.
O amor supõe o perdão.
Sem paixão não vivemos.
Sem amizade, enlouquecemos.
Sem amor, morremos para sempre.
sábado, 17 de setembro de 2011
Setembro, mês das ventanias e dos dias azuis em Laguna, Brasil. Aninha acabara de completar 18 anos e, possivelmente, este foi o mês em que se encontraram pela primeira vez, ela e Giuseppe Garibaldi e em que se fez ANITA. Mulher, amante, esposa, mãe, companheira em armas, uma vida curta e intensa de apenas 27 anos, plena de dedicação, amor e heroísmo jamais vivido por outra mulher, com tanta intensidade,
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
O CEDRO E A NUVEM - em solidariedade às vitimas das enchentes de Santa Catarina
texto e postagem: márcio josé rodrigues
Nas antigas florestas deste lado do mundo, uma grande amizade nascera e se perpetuava por tempos imemoráveis, entre a floresta e as nuvens.
Nuvens parecem todas iguais, mas havia uma delas que tinha uma especial afeição, nada que se comparasse com as demais, por um gigantesco cedro, que havia nascido numa colina à beira de um paradisíaco vale, há mais de mil anos.
Quando ela passava em sua ronda em torno do planeta, fazia chover sobre ele uma garoa suave e vivificadora, fresca, que o aspergia e encharcava de carinho o bastante para sobrar em abundância, a água para alimentar o majestoso rio que corria pela campina logo abaixo.
Ele agitava alegremente sua copa ao vento e desprendia um suave aroma de sua resina preciosa. Assim, sua amiga partia totalmente perfumada, de volta à rotineira viagem, levando consigo aquela lembrança de seu amigo.
Um dia, porém chegaram os homens de pele clara, com suas mulheres e crianças e seus machados de ferro. Iniciaram um lento processo de destruição e abertura de clareiras para construírem suas casas, perseguindo e matando os animais, caçando e exterminando os antigos habitantes de pele escura que viviam em paz com a mata. E mandaram notícias aos seus semelhantes, que continuaram chegando cada vez mais numerosos, em multidões furiosas, doidos varridos de ambição e morte. E eles descamparam a antiga floresta para suas estranhas plantações, poluíram o cristalino rio com venenos desconhecidos, extinguiram os peixes e aprisionaram as aves, rasgaram estradas em uma incontrolável fome de mais madeira. E assim se foram as imbuias, os pinheiros, os jacarandás, as caneleiras, as perobas e os garapuvus..
Um dia aconteceu o ninguém imaginara, nem mesmo para a maioria daqueles doidos. O rei da floresta, a mais idosa de todas as árvores, não resistiu a dias e noites a fio, à tortura dos golpes de machado.
O velho cedro também ruiu por terra.
Quando as nuvens retornaram e viram a devastação daquele lugar, ficaram perplexas. A nuvenzinha, porém, ao perceber o desaparecimento de seu velho amigo, entrou em desespero. Voou pelas as vizinhanças à sua procura, a chamar alto por seu nome sem, contudo, obter resposta ou , quem sabe, sentir um só resquício de seu perfume. A ela uniram-se as demais amigas, tantas eram, que esconderam o sol.
Por dias e noites sem parar, clamavam e seus gritos desesperados eram trovões que ribombavam pelas quebradas das montanhas, fazendo tremer tudo em volta. E acenderam suas luzes para iluminar a escuridão e suas luzes eram raios fulminantes que incendiavam , colocando os homens em pânico.
Cansadas e sem mais esperança daquela procura insana, as nuvens puseram-se a chorar de dor e saudade.
Suas lágrimas copiosas fizeram transbordar o rio, inundando as cidades, matando, fazendo desmoronar as encostas, soterrando casas, carregando pontes, deixando em tudo, um palco de terror e desolação.
Suas lágrimas copiosas fizeram transbordar o rio, inundando as cidades, matando, fazendo desmoronar as encostas, soterrando casas, carregando pontes, deixando em tudo, um palco de terror e desolação.
Quando o vento as empurrou, enfim, para o vazio do espaço, quando o céu recuperou a cor azul, não restara muita coisa daquilo que era o lugar das pessoas. O sol voltou e eles recomeçaram suas vidas tentando reconstruir seus lares nos estreitos espaços em que se amontoam.
As nuvens estão agora em viagem ao redor do mundo.
Elas voltarão na próxima primavera, ou quem sabe no inverno ou outono à procura de suas amigas, as árvores.
E, com muito mais saudade, vão chorar de novo, e de novo, talvez muito mais e com maior desespero, enquanto os homens não aprenderem a conviver com a floresta.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
rendada de branco
jabuticabeira em flor
prepara doçuras
***
ao sol da manhã
aos poucos estende as asas –
nasce a borboleta
***
campinas sonoras
passarinhos saltitantes –
setembro chegou
_____________________
foto Jabuticabeira : Hélio Alberto Rocha Mattos
haicais : Clarice Villac
postagem Márcio José Rodrigues
terça-feira, 13 de setembro de 2011
CONFERÊNCIA DE CÚPULA DA ONU DEBATE CÂNCER
![]() |
| A CHAMA DE UMA SÓ VELA PODE ACENDER MUITAS OUTRAS |

Recebi via e-mail, de um amigo de muita fé, uma mensagem em que se engajava em um movimento de prece por uma causa justa.
A CURA DO CÂNCER
Com essa fé, poderemos interferir nos destinos da Conferência de Cúpula da ONU, programada para os próximos dias 19 e 20 de setembro, que serão dedicados ao debate sobre "Doenças não Transmissíveis", incluindo o CÂNCER.
A prece é muito simples.
DEUS PAI, PERMITE A CURA DO CÂNCER.
Já perdemos muitas pessoas queridas, muitos amigos e muitos outros ainda vivem lutando contra esse mal.
Concentre-se por uns segundos apenas e faça a sua prece.
Não deixe esta chama apagar e repasse este apelo apelo a outras pessoas.
Talvez a cura do câncer esteja dependendo apenas da vontade política de homens poderosos e interesses econômicos de laboratórios e empresas de equipamentos.
Origem: internet, autor desconhecido.
Texto e postagem Márcio José Rodrigues
sábado, 10 de setembro de 2011
EM LAGUNA É LANÇADA REVISTA SABER
edição e texto Márcio José Rodrigues
Já circulando em Laguna o primeiro número da revista "SABER", direcionada à educação e à cultura, com projeto de circulação mensal.
A publicação é bem estruturada e, graficamente, de ótima qualidade.
Iniciativa do Professor Rodrigo Bento, abre sua primeira edição com imagem de capa e matéria central sobre o naufrágio do navio "Malteza S" , do excelente livro do escritor lagunense Valmir Guedes Júnior.
Desejamos uma longa vida à "Revista Saber" e parabenizamos a importante iniciativa.
BRILHAM NOVAS LUZES EM LAGUNA?
A revista pode ser recebida por assinatura semestral através dos links
contato@revistasaber.com
www.revista saber.com
Telefones (48) 8459-5006 9916-6304
![]() |
| Foto Laguna inFoco |
Rodrigo Bento é professor com graduação em História pela Unisul e pós-graduando em Gestão Pública, além de militar na imprensa como radialista.
É editor da Revista Saber.
Tem 34 anos, casado com Juliana. O Casal tem uma filha, Isadora.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
COMPANHEIROS DE JORNADA
"Lasciate ogne speranza voi ch'entrate" - Dante Alighieri ( O Inferno)
Às pessoas a quem amo e amo porque as conheço, peço que me perdoem por este texto desagradável, mas tenho certeza que, quando olharem para trás só verão coisas boas. Mas não sei se muitos dos nossos homens e mulheres do poder, terão coragem de fazer isso sem tremerem de medo e angústia.
por Márcio José Rodrigues
O tempo passou em minha porta.
Não cumprimentou nem sorriu, nem tampouco deixou transparecer qualquer tipo de expressão na face petrificada.
Sem sequer pedir permissão, arrastou-me, agarrando-me tão fortemente pelo punho, que nem pude reagir.
Implorei que me deixasse.
Ele respondeu com a voz mais fria que eu já ouvira, sem nenhuma modulação de qualquer sentimento:
- Não podes permanecer nos lugares por onde passas!
- Como não? - respondi incrédulo. Estamos agora mesmo em minha casa!
- A casa de que falas ficou no passado. O vento que entrou pelas janelas mudou a posição das cortinas, o pó se deposita sobre os móveis, as pessoas estão mais velhas; algumas já se foram para sempre, assim como teu canário e teu cachorro.
- Mas, este rio em que sempre me banhei, está bem aqui. Ainda o conheço. Ainda é o mesmo...
- Não te enganes. Um rio é sempre outro rio a cada instante!
As águas em que te banhaste já foram para o mar.
Estas que vês, são novas águas de um novo rio.
- Misericórdia! - roguei.
Dá-me uma oportunidade de abraçar meu irmão, dizer algo que tenho travado aqui dentro do peito para aquele amigo que magoei, ter de novo um só beijo de minha mãe...
- Não tenho esta permissão!
- Mas, isso é muito cruel!
- Não há crueldade! - apenas cumpro minha destinação.
Posso, porém revelar-te um segredo:
- Será permitido que olhes para trás e assim possas ver o que fizeste e o que deixaste.
Também terás dois companheiros de jornada.
Eles estarão sempre ao teu lado e te acompanharão como a tua sombra. Aparecerão quando menos esperares, mesmo que não os tenhas invocado.
- Posso saber quem são?
- Eles são o remorso e a saudade!
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Silêncio do Palácio do Planalto em relação à frente de combate à corrupção é preocupante, diz Cristovam Buarque - O Globo
Silêncio do Palácio do Planalto em relação à frente de combate à corrupção é preocupante, diz Cristovam Buarque - O Globo: 'via Blog this' Clique na frase ao lado
NÃO DEIXE DE LER
postagem márcio José Rodrigues
NÃO DEIXE DE LER
postagem márcio José Rodrigues
terça-feira, 6 de setembro de 2011
UMA NOVA INDEPENDÊNCIA
Uma nova independência

Como um simples tropeiro, sujo e com dor de barriga, foi assim que D. Pedro proclamou a Independência do Brasil, segundo Laurentino Gomes. Se os fatos daquele sete de setembro de 1822 correspondem a esta versão, ou à imagem épica do brado retumbante às margens do Ipiranga, não vem ao caso aqui; o importante é que o Brasil ainda é uma república inacabada.
Se antes éramos colônia de Portugal, hoje somos súditos de Brasília. O Executivo governa com “medidas provisórias” de dar inveja aos decretos da ditadura. A carga tributária já chega a quase 40% do PIB. Há excesso de leis e regulações. O cidadão é tratado como um incapaz que necessita da tutela do Estado. Até quando vamos tolerar isso?
Amanhã celebraremos 189 anos de Independência. Peço ao leitor que, antes de abrir a merecida cerveja no feriado, dedique alguns minutos à reflexão acerca de nosso país. Vivemos em tempos de acelerada decadência moral e completa desmoralização da política. “Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito”, alertava o Cardeal de Retz.
O brasileiro trabalha até maio apenas para sustentar uma máquina estatal ineficiente e corrupta. Em contrapartida, não tem segurança, educação, saúde ou infraestrutura decentes. O Estado falha em suas funções precípuas, enquanto estende seus tentáculos a inúmeras áreas que não deveria. Em nome da “justiça social”, o Leviatã estatal se transformou numa gigantesca máquina de transferência de riqueza, cobrando enorme pedágio por isso. Não satisfeito, ainda quer ressuscitar a CPMF!
Recentemente, o Congresso desferiu mais um duro golpe nos brasileiros honestos, com a votação secreta que absolveu Jaqueline Roriz. Ela foi pega em vídeo recebendo propina, mas se alegou que o episódio ocorrera antes de sua eleição. Eis o escárnio total com que os deputados tratam seus eleitores: roubar pode, desde que não seja pego até as eleições. Tanto absurdo deveria parar o país, só que muitos estão perdendo a capacidade de indignação. Um rumo deveras perigoso.
Mas o espetáculo precisa continuar. Seguem batendo o bumbo da “faxina” contra a corrupção, ignorando detalhes importantes: as atitudes da presidente Dilma foram sempre reativas; ela veio do mesmo governo Lula que a antecedeu; Erenice Guerra, acusada de corrupção, estava ao lado de Dilma no dia da posse; e a própria presidente já sinalizou que a “faxina” acabou. É esta a “faxineira” que desperta tanta esperança na classe média?
A presidente alterou o discurso sobre austeridade fiscal. Aquilo que antes era considerado “rudimentar”, agora é defendido como necessário para reduzir a inflação. Mas, novamente, vemos que o espetáculo é mais importante que o resultado. O governo pretende ampliar em R$ 10 bilhões o superávit primário, sendo que os gastos públicos chegam a R$ 1 trilhão. Algo análogo a uma família endividada que gasta R$ 10.000 anunciar uma redução de R$ 100 nas despesas, para “arrumar” as finanças.
Como o governo não reduz seus gastos, não desarma a bolha de crédito do BNDES, e não aprova uma única reforma estrutural, resta derrubar os juros na marra. Foi justamente o que vimos semana passada, numa decisão inesperada do Copom, mesmo com inflação acima da meta. Trata-se de mais uma independência necessária: a do Banco Central. Quando este deixa de ser o guardião da moeda e passa a ser cúmplice do governo gastador, abrem-se as comportas da inflação galopante.
Não obstante, o brasileiro esclarecido parece acovardado, sem esperanças ou forças para lutar. Mas a apatia não nos levará a lugar algum além de mais abuso de poder. O derrotismo das pessoas de bem é grande aliado dos corruptos. O dirigismo estatal e a impunidade andam de mãos dadas com a corrupção. É preciso ter coragem para se erguer contra isso. É preciso ter visão de longo prazo, lutar contra a miopia daqueles que trocam a liberdade por migalhas, ainda que de ouro. Todos querem “direitos”, mas ninguém quer responsabilidades. As mudanças dependem de nós.
Por isso, caro leitor, peço a você que use algum tempo ocioso neste feriado para pensar no que fazer de concreto para melhorar as coisas. Precisamos conquistar uma nova independência, desta vez dos abusos de Brasília. Se cada um colaborar à sua maneira, em vez de apenas se resignar ou esbravejar num bar com os amigos, quem sabe teremos alguma chance?
Aproveito e o convido a conhecer o trabalho do Instituto Millenium (www.imil.org.br), que luta pela democracia, a economia de mercado, o Estado de Direito e a liberdade, tão em falta neste país.
Fonte: O Globo, 06/09/20011
Postado por Márcio José Rodrigues
Rajadas de vento chegaram a 100 km/h em Laguna, no Sul do Estado, nesta segunda-feira | Clima
Rajadas de vento chegaram a 100 km/h em Laguna, no Sul do Estado, nesta segunda-feira | Clima: "Rajadas de vento chegaram a 100 km/h em Laguna, no Sul do Estado, nesta segunda-feira
Chuva também voltou e deve continuar até pelo menos quarta-feira
Atualizada às 19h32min
As rajadas de vento chegaram a 100 km/h em Laguna, no Sul do Estado, nesta segunda-feira, segundo dados da Epagri/Ciram. Em Florianópolis e Chapecó, os ventos passaram de 60 km/h. Segundo informações das Estações Meteorológicas do Grupo RBS, o vento na Capital chegou a 62,8 km/h às 18h. Em Chapecó, às 8h05min, as rajadas chegaram a 67,6 km/h.
Além do vento, a chuva também voltou a SC. Durante a tarde, o tempo começou a mudar em diversas regiões. De acordo com dados da Epagri/Ciram, choveu em cidades do Oeste, Meio Oeste, Planalto Sul e Litoral Sul. Não houve registros de fortes precipitações nesta segunda-feira. Para terça-feira, a previsão é de instabilidade e não se descarta ocorrência de temporal, alagamentos e deslizamentos. Esta condição deve continuar até pelo menos quarta-feira."
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
INDEPENDÊNCIA OU MORTE?
Texto e postagem Márcio José Rodrigues
Quando se observa esta cena bucólica de um pescador solitário nos molhes da barra em Laguna, Brasil, parece que se está diante de uma tela de Monet.
A imagem sugere não apenas a beleza escancarada do cenário, mas também algo quase intocável de mistério.
Um homem solitário à beira do mar, equilibrando-se perigosamente sobre uma aresta de rocha dura e escorregadia, olha a imensidão à sua frente na expectativa de lançar sua tarrafa.
Cospe, pragueja, resmunga, num entremeio de rezas e blasfêmias, a atenção aguçada e devaneios, impressão invejável de plena liberdade e independência do muno real.
As profundezas indiferentes escondem as respostas que procura e o desafiam a arriscar seu lance.
Para esse homem, o peixe que almeja representa muito mais que uma vitória sobre o gigante à sua frente. Seu troféu será fatiado em partes diferentes e proporcionais que em sua família representarão a alimentação, medicamentos, cadernos, transporte, roupas para as crianças que não querem parar de crescer, a goteira no telhado, tudo a cada dia mais caro.
Esse mar que o desafia e o afronta, é ao mesmo tempo, seu pai e seu algoz, seu provedor e sua esperança.
Ele jamais pensou em cuidar do mar e nem sabe se alguém se preocupa com isso.
Só sabe que peixe deve morrer para que o homem alcance a independência.
Amanhã seus filhos estarão desfilando na rua central, portando bandeirinhas e ao som dos tambores e nem saberão muito nitidamente porque. Talvez, muitos dos professores que os estarão organizando na fila da marcha, também nem saibam direito o que estão fazendo ali.
Após o desfile as crianças voltarão aos seus folguedos .
Os adultos, as autoridades, voltarão às suas barganhas e venderão sua liberdade no tempo oportuno.
Certamente, ficarão calados quando conseguirem amordaçar a imprensa e os meios de comunicação.
Afinal, para que servem os jornais , senão para embrulhar os peixes mortos?
AINDA ESTÁ EM TEMPO, IRMÃOS!
INDEPENDÊNCIA NÃO É UM LUGAR.
É UM CAMINHO!
Quando se observa esta cena bucólica de um pescador solitário nos molhes da barra em Laguna, Brasil, parece que se está diante de uma tela de Monet.
A imagem sugere não apenas a beleza escancarada do cenário, mas também algo quase intocável de mistério.
Um homem solitário à beira do mar, equilibrando-se perigosamente sobre uma aresta de rocha dura e escorregadia, olha a imensidão à sua frente na expectativa de lançar sua tarrafa.
Cospe, pragueja, resmunga, num entremeio de rezas e blasfêmias, a atenção aguçada e devaneios, impressão invejável de plena liberdade e independência do muno real.
As profundezas indiferentes escondem as respostas que procura e o desafiam a arriscar seu lance.
Para esse homem, o peixe que almeja representa muito mais que uma vitória sobre o gigante à sua frente. Seu troféu será fatiado em partes diferentes e proporcionais que em sua família representarão a alimentação, medicamentos, cadernos, transporte, roupas para as crianças que não querem parar de crescer, a goteira no telhado, tudo a cada dia mais caro.
Esse mar que o desafia e o afronta, é ao mesmo tempo, seu pai e seu algoz, seu provedor e sua esperança.
Ele jamais pensou em cuidar do mar e nem sabe se alguém se preocupa com isso.
Só sabe que peixe deve morrer para que o homem alcance a independência.
Amanhã seus filhos estarão desfilando na rua central, portando bandeirinhas e ao som dos tambores e nem saberão muito nitidamente porque. Talvez, muitos dos professores que os estarão organizando na fila da marcha, também nem saibam direito o que estão fazendo ali.
Após o desfile as crianças voltarão aos seus folguedos .
Os adultos, as autoridades, voltarão às suas barganhas e venderão sua liberdade no tempo oportuno.
Certamente, ficarão calados quando conseguirem amordaçar a imprensa e os meios de comunicação.
Afinal, para que servem os jornais , senão para embrulhar os peixes mortos?
AINDA ESTÁ EM TEMPO, IRMÃOS!
INDEPENDÊNCIA NÃO É UM LUGAR.
É UM CAMINHO!
sábado, 3 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
AFINAL, QUEM SOMOS NÓS?
O BURRO E A CENOURA.
Burro caminhava compassadamente puxando a carroça de frete carregada de fardos, tilintando musicalmente suas ferraduras meio frouxas pelo velho calçamento de paralelepípedos, que ele, certamente, havia ajudado a polir ao longo dos anos.
A vida de Burro não era fácil.
Além do peso da própria carroça, ainda havia a carga, nem sempre pequena, de areia para construção, tijolos e telhas, lenha para os fogões das residências, sacos de farinha para as vendas, as coisas mais imprevisíveis,
Não se recusavam fretes de qualquer tipo, morro-acima, morro-abaixo, para qualquer lugar, com qualquer tempo. Em qualquer circunstância, fosse qual fosse o carregamento, levava ainda de lambujem empoleirado lá em cima de tudo, o dono, que indiferente ao esforço do animal, assoviava sempre a mesma modinha, interrompida só para pitar um velho cachimbo, para cuspir ou repreender a besta com um:
- Anda, Burro! - esquentando-lhe o lombo com uma boa relhada.
Pela tardinha, quase escurecendo, depois de um dia trabalhoso, sofrido, chegavam em casa.
Burro enfiava sofregamente o focinho em um balde d’água nem sempre fresca e depois de saciada sede atacava um feixe de capim, nem sempre verde, em um canto de um tosco telheiro que mal e mal o abrigava da chuva e das rajadas rigorosas do vento sul.
Comia mal, bebia mal, morava mal e trabalhava demais.
O dono executava todos os dias o mesmo ritual, com poucas variações.
Depois de amarrar Burro, pendurava os arreios para arejar, varria meticulosamente a carroça, esfregava-lhe um pano molhado pela pintura, dava-lhe umas sacudidelas auscultando-lhe ruídos estranhos, passava-lhe graxa nos eixos e a abrigava no telheiro, sempre coberta com uma lona.
Então, fechava-se em sua cabana quentinha no areal, acendia a lamparina de querosene, bebia em grandes goles uma canecada de água do pote e assoprava os gravetos no fogão, até que incendiassem as achas de lenha para aquecer água do pirão de farinha de mandioca e para o indispensável lava-pés.
Zé-do - Burro jamais se deitava sem lavar os pés.
As mãos, nem tanto.
E naquela quase mesmice de todo dia, os dois completavam-se, Zé-do- Burro e Burro-do-Zé e era assim que todos os conheciam.
O carroceiro nem pensava em outra vida.
Tudo parecia tão bem asssentado, tranqüilo, os longos passeios em cima da carga, a carroça bem conservada, a burrice de Burro.
Mas, aqui na cabeça, lá nele, no burro, estavam acontecendo algumas perturbações.
Um dia, aconteceu!
Burro empacou pela primeira vez.
Por mais relhaços que levasse, pragas e ameaças, Burro recusou-se a puxar a carroça.
Zé-do-Burro, pasmado, não podia acreditar no que seus olhos estavam vendo.
Fez de tudo.
Primeiro, descarregou a raiva em Burro, depois pensou em livrar-se dele, vendê-lo, mas quando se aprecatou, já ia muito longe a história do burro que empacava.
Uma noite de insônia, quase sem dinheiro, a conta aumentando na venda, Zé-do-Burro começou a perceber, o quanto sua vida dependia daquele burro.
Até sua condição humana estava reduzida a Zé-do-Burro como se o tempo tivesse já confundido a propriedade e o proprietário, o homem e a besta.
Isto precisava de um basta.
Mas, desfazer-se dele, seria o pior negócio.
Sem ele bem cangado ali na frente, a carroça parecia tão ridícula, tão sem sentido, melancolicamente ajoelhada ali na areia, com aqueles dois braços arriados, fincados no chão.
Os dias de greve, por estranho que possa parecer, aquelas férias forçadas acabaram por fazer bem aos dois.
Burro aparentava mais descansado, mais amistoso e Zé-do- Burro acabara tendo tempo para pensar em muitas coisas.
Foi de muito pensar, que resolveu aplicar um estratagema malicioso.
Arranjou uma enorme, colorida e cheirosa cenoura e balançou-a na frente do focinho de Burro.
O aroma tentador penetrou pelas ventas e percorreu sinuoso aquele corredor que vai até o cérebro, deixando o animal completamente arrebatado, diabolicamente prisioneiro do encantamento.
Então cangou-o de novo na carroça, e matreiro, prendeu nos arreios, um caniço de bambu com a extremidade por cima das orelhas de Burro, de maneira que a cenoura ficasse, irresistível, pendurada ali, tão pertinho da boca, tão na frente dos olhos, cheirando nas ventas.
Burro nunca mais empacou.
Também, jamais provou da cenoura.
Ela permanece ali como uma promessa, balançando na frente de sua cara, e parece tão pertinho, que basta dar o próximo passo para alcançá-la.
Assim, voltaram às ruas aqueles parceiros pitorescos, com uma carroça bem cuidada, sobrecarregada de mercadorias, e lá em cima, um homem feliz, pitando seu cachimbo, cuspindo de vez em quando ou assoviando sua velha modinha, sem nem precisar mais usar o chicote.
Burro persegue pelas ruas, sua inalcançável cenoura, sem nem mais perceber o peso de sua carga.
Porém, imperceptivelmente, a cabeça, lá nele, continua tendo perturbações.
Chegará o dia em que descobrirá sua força e quebrará a carroça.
Teste sua percepção desta fábula
1. QUEM É O BURRO?
2. QUEM É ZÉ-DO-BURRO?
3. BURRO QUEBRARÁ A CARROÇA?
PARA ANITA NO DIA DO SEU ANIVERSÁRIO
por Márcio José Rodrigues
Eu era louco por serenatas.
Uma noite de apagão e lua cheia, procurei meus amigos para a seresta, mas não os encontrei. Já era madrugada quando me sentei sozinho à beira do cais, sentindo o frio de uma brisa do sul, uma gaitinha de boca e uma melodia estranha e antiga que teimava em não sair da minha mente.
[...] num dado momento ergui a cabeça e a vi!
Vinha caminhando lentamente sobre o cais, na minha direção.
Um arrepio perpassou-me todo o corpo, o coração começou a bater descompassado e nem pude esboçar qualquer tipo de reação.
Repentinamente, tudo em volta pareceu mais frio. Uma sensação de gelo no estômago, quem sabe um pouco de medo, ansiedade, mas era algo diferente, porque havia muita paz.
A silhueta era de uma mulher esbelta, ereta e impressionava à primeira vista.
Uma longa saia muito rodada, que não lhe deixava ver os pés, esvoaçava leve, abria-se como um leque e drapejava ao sabor do vento. Do outro lado, colava-se ao corpo, mostrava-lhe o contorno, marcando a cintura muito fina. Sobre os ombros, um xale de renda açoriana, como aqueles que urdem as rendeiras da Barra.
Uma vasta cabeleira negra, presa em parte, atrás, à nuca, escondia-lhe o rosto à sombra e refletia tons azulados à luz do luar.
Uma das mãos trazia sobre o peito, segurando as pontas do fino agasalho. A outra, apertava contra a saia, junto ao corpo, num gesto de recato.
Eu nem me havia recobrado do impacto da surpresa, quando ela me perguntou com uma voz suave e delicada, mas muito envolvente e segura.
- Isso que vosmecê traz na mão é uma arma?
Dei-me conta que, um tanto nervoso, eu apertava com muita força, a gaitinha de boca, com a mão suada. Levei algum tempo para me compor, mas ela aguardou pacientemente a resposta. Esqueci até de levantar-me e acho que falei meio gaguejando:
- Não... não! É uma harmônica, uma gaitinha de boca... É quase como uma flauta. Soprei uma nota, que ficou tinindo no ar por uns momentos.
Ela pareceu não dar muita importância e me senti um pouco tolo, infantil.
- Então vosmecê não é soldado?
- Eu, soldado? Não sou, não!
- O que vosmecê faz?
- Sou professor! - respondi!
- Professor...
Pronunciou a palavra professor, num tom que revelava admiração.
E sem esperar minha resposta, continuou:
- Só não gosto que batam nas crianças com a palmatória. Vosmecê faz isso?
- Não! - respondi. Há muito tempo que não se usa mais a palmatória. Não se fazem mais essas coisas hoje em dia. E não revelei, envergonhado, que hoje fazemos pior: nós as matamos de desencanto e de fome de saber. Além disso, continuei, já falando um pouco mais solto, não ensino a ler e escrever. Ensino Biologia, acrescentei com ar de importância, não escondendo a vaidade.
- Isto eu não compreendo!
- Biologia, expliquei mais confiante, é uma ciência que estuda sobre a vida, os animais, as plantas... Você sabe, os seres vivos, nascem, crescem, dão frutos...
- E morrem! - completou.
Ficamos calados por algum tempo e depois ela continuou:
- Vosmecê ainda não morreu...
- Não! Claro, que não! - interrompi.
- Então, vosmecê, senhor professor, ainda não sabe quase nada!
Novamente ficamos quietos e parecia que o assunto se acabara. Rebuscava na mente, mas não me vinha nada à cabeça para dizer. Estava me sentindo como um palerma.
Foi ela quem recomeçou:
- Já estive aqui neste lugar, antes, muitas vezes. Havia grande movimento de veleiros de carga e barcos de guerra. Eram tempos muito difíceis, mas também, muita coisa bonita aconteceu. Estas pedras não existiam aqui. São tão lindas, tão lisas, parecem que foram cortadas com uma faca. Os barcos ficavam ancorados ali no canal.
E depois de uma pausa...
- Era tempo de gente generosa e de coragem. A cidade mudou um pouco. Parece que vosmecês, também!
Agora a voz foi tomando um timbre mais suave, quase um misto de ternura e certa tristeza.
- Sabe? - segredou: Eu amo este vento e sinto muita saudade daqui!
- Você não é feliz? - arrisquei perguntar.
- A gente pode ser feliz e mesmo assim, sentir saudade! A saudade boa é doce. Todos os que eu amo, já estão comigo.
Eu não podia ver seus olhos, mas acho que chegou a chorar quando falou:
- Só este lugar não deu para levar. Este meu pago, só aqui, no meu coração!
Calou por um instante, segurou a barra da saia com cuidado e graciosamente, sem me estender a mão para ajudá-la, sentou-se ao meu lado. Então, para surpresa minha, começou a cantarolar suavemente aquela canção antiga, a mesma melodia que eu trazia na mente. A voz harmoniosa e agradável levou-me por uns instantes a um momento de enlevo, quase que de sonho.
Voltei-me para olhá-la, mas ela já não mais estava ali. Sua imagem havia desaparecido completamente, como uma ilusão fantasmagórica. Só a voz ainda permaneceu por uns instantes mais, vinda nas lufadas do vento.
Nem me lembrara de perguntar quem era aquela impressionante mulher, qual o seu nome, de onde viera e também nunca mais a vi.
Mas, aqui dentro do meu coração, eu sei muito bem.
Jamais esquecerei as palavras carregadas de sentimento daquela triste canção.
Galopa vento do meu pago,
As minhas velas enfuna,
Que tenho pressa do afago
Da minha doce Laguna.
Farrapo, meu peito trago,
Das marchas desta coluna.
Meu Capitão, por que vago,
No tempo com esta escuna?
Por mais que singre outro lago,
Anseio estar na Laguna.
Antônio, meu santo orago,
Concede graça e fortuna,
Se existe força, te indago,
Que à minha terra me una,
Pois sinto pressa do afago
Da minha doce Laguna.
Assopra meu vento mago.
Revoa, areia da duna.
Galopa vento do meu pago,
Faze voar minha escuna,
Que tenho pressa do afago
Da minha doce Laguna.
texto, poema e postagem márcio josé rodrigues

segunda-feira, 29 de agosto de 2011
SETENTA - Um presente de aniversário
por Mércia Rodrigues Barzan
Se tenta desde 22 de agosto de 1941, a viver enfrentando com garra o que a vida lhe oferece
Se tenta ter na lembrança uma infância rodeada de carinho
Se tenta superar todos os medos e angustias que o viver lhe apresenta
Se tenta ser um profissional competente, atualizado e honesto
Se tenta passar através de seus contos, versos e discursos o que lhe vai de melhor na alma
Se tenta formar uma família, sólida, agregada e com bons princípios
Se tenta lembrar com amor, saudades, carinho e oração seus antepassados, tão queridos e tão distantes
Se tenta rodear a todos da família com afeto, solidariedade e amor
Se tenta dar, no convívio do dia a dia, aquela jovem linda, que você escolheu para esposa, tudo que há de bom em você em carinho, amizade e cumplicidade
Se tenta aconchegar seus netos Beatriz, Maria Antônia, Pedro e Fernando, neste colo fofo
Se tenta aturar sua única irmã com idéias tão diferentes e tão antagônicas
Entao, meu único irmão e querido Márcio
Você tenta!
Você chega!
Você chegou!
Deus o proteja e o ilumine para sempre.
Feliz Aniversário!
Mércia
agosto de 2011
Mércia Bárbara Rodrigues Barzan é professora de Matemática aposentada.
É artista plástica ( tapeçaria, pintura em porcelana e rendas de crivo) e poeta não publicada. Maîtresse em culinária, tem ministrado cursos preparatórios para pessoal de restaurantes e hotelaria, como convidada por algumas prefeituras municipais. Reside em Florianópolis.
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