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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

FINADOS - O DIA DA SUDADE

A MORTE DE SÓCRATES -  José Maria de Medeiros (Portugal)
                                       Texto e postagem Márcio José Rodrigues
       
 Estamos no dia de hoje, superando a casa dos 7 bilhões e duzentos milhões de habitantes no planeta Terra.
Já pensou que daqui a 100 anos, só um século, toda essa multidão de humanos já estará morta?
Se nada de estranho acontecer, haverá, no entanto, mais de 10 bilhões em nosso lugar, vivendo sob novas tecnologias, mas sentindo a mesma saudade, as mesmas paixões, o mesmo medo, as mesmas incertezas, as mesmas inquirições, alegrias, dúvidas, igual aos nossos ancestrais das cavernas.
O mundo evoluiu em espécies, lugares foram modificados, rios secaram, montanhas sumiram, ilhas emergiram, continentes racharam, mas o velho ser humano ainda teme a morte do mesmo jeito que um grupo de guaranis em torno de uma fogueira numa noite escura.
Talvez esta vida seja para nós, como um tronco de árvore a quem um náufrago se agarra e não quer deixar, para nadar até uma praia bem à sua frente, com medo de não poder chegar lá.
É e será sempre medo do desconhecido.

Mas, se a morte repete inexoravelmente seu ritual há milhares de anos, é porque ela sabe que está certa.
Logo mais, de modos diferentes, milhões de pessoas homenagearão seus mortos.
Levarão flores, enfeitarão seus túmulos, acenderão velas, cantarão canções e até dançarão para eles.
É o grande dia universal de celebração da saudade que eles deixaram em nossos corações, para não nos esquecermos de que o mundo só nos deixa provar uma fatia de sua história.
Quem sabe eles estejam a dizer-nos que procuremos viver melhor com nossos semelhantes sem ambicionarmos mais do que o necessário para uma existência só.
Que triunfe, pois, a saudade boa e doce dos nossos queridos, enquanto vivermos e a esperança de outra vida onde nos encontraremos.