sábado, 13 de agosto de 2011

O DIA DOS PAIS DE MARRONZINHO

As três gerações - foto mjr
Hoje especialmente no dia dos pais, quero contar uma história,  que só se realiza com sucesso, pela união no amor e na admiração entre duas pessoas especiais.
Meus personagens dessa crônica são MARRON e seu filho MARRONZINHO, o famoso esportista lagunense, campeão de "MotoCross".

João Paulino da Silva, competentíssimo mecânico, mais conhecido por Marron, era um aficcionado das corridas de moto nos fins de semana aqui pelos arredores, um piloto amador.
Certo dia dirigiu-se a uma outra cidade para a compra da sonhada moto zero quilômetro.. Em vez disso, comprou um sofisticado modelo infantil, para seu filho, o "Teco", de apenas seis anos de idade e ensinou-lhe os primeiros passos do esporte.
Aos 8 anos o garoto ganhou uma corrida de MotoCross em sua categoria na cidade de Governador Celso Ramos. Veio cumprimentá-los, o locutor e narrador da prova, conhecido de seu pai chamou o garoto de MARRONZINHO.
Marronzinho e seu Anjo da Guarda

Era o início da saga de uma dupla imbatível, que nos traz orgulho não só pelas vitórias, mas também pelo exemplo do que é ser pai, presente, incentivador, companheiro de viagens e jornadas, que apóia, sabe cobrar e se faz respeitar, criando um filho nos moldes mais perfeitos do que se diz "educação".


Embora sendo um ídolo de amantes do esporte e gente de todas as gerações, Marronzinho é um rapaz simpático e alinhado, cordial, discreto, mas caprichoso no vestir sem afetação e aparência saudável.

É de uma garra e tenacidade impressionantes, modelo para qualquer atleta  nacional. Ele não fuma, não ingere bebidas alcoólicas e nunca precisou ou usou qualquer substância ilícita. Mesmo assim, é uma pessoa feliz, sorridente e transpira simpatia por todos os poros. 
Em uma bicicleta tipo cross, pedala 30 quilômetros por dia, corre 7 quilômetros e frequenta academia 2 vezes por semana.
Há poucos dias atrás, compareceu a uma prova em Ribeirão Preto, só para não perder pontos no campeonato, pois estava com a mão fraturada. Mesmo assim, terminou em 2º lugar.

Foto cedida por Marronzinho
As  coisas nunca lhes caíram do céu. Ficou fora das provas até os 14 nos, por dificuldades financeiras.Até os 18 anos, motos de segunda mão, motores e suspensões arranjados milagrosamente pelas ferramentas de Marron, para enfrentar e ganhar  de pilotos com equipamentos sofisticados. Economizaram, venderam bens pessoais para comprar peças até a aquisição da primeira zero quilômetro.
Sua equipe hoje é a HONDA/MÓBIL, com apoio da Pirelli, Oackley, Asw, Polisport, Protaper, Did, Riffel e o patrocinador regional, a marca de roupas Empty.

Aos 29 anos, casado e pai de Jorginho, Marronzinho possui uma pequena frota de motos de 450 cilindradas, entre elas, aquela dos 6 anos de idade. Duas especialmente são para treinamento, e uma especial que é guardada a sete chaves pela Honda, pois só sua suspensão vale o preço de qualquer outra moto do gênero.
Entre seus incontáveis troféus, anotamos
Campeão Catarinense de Motocross   -  8 vezes
Luiza, Jorginho e Marronzinho
Campeão Catarinense de Supercross  -  7 vezes
Campeão  Sul - brasileiro  de Motocross - 3 vezes
Campeão Brasileiro de Motocross  - 3 vezes
Campeão da Superliga Brasil de Motocross

Perguntado se Jorginho também correria como ele, respondeu categoricamente:
- Não! Ele vai pilotar melhor que o pai.
- Qual o seu maior ídolo?
Com um sorriso que lhe iluminou todo o rosto, respondeu:
- MEU PAI!

João Paulino da Silva Junior, o Marronzinho, é casado com Luiza Zanini e pai de Jorginho.
É filho do nosso querido Marron e Dª Albani Marcondes da Silva.
Nasceu em Laguna, a 13 de dezembro de 1982.

Texto e postagem Márcio José Rodrigues

DIA DOS PAIS


márcio José Rodrigues

eu não preciso de pantufas novas,
pois o que tenho já me é bastante.
filhos, não precisam dar-me provas,
eu sei do seu amor a cada instante.

quero somente a luz de seus sorrisos
e sentir em seu olhar aqueles brilhos,
que me envolvem e dizem, afetivos:
"tu és especial para os teus filhos".

dia dos pais, um dia após um dia,
minuto após minuto, a vida inteira,
um labor que não sabe de canseira,

um viver em sobressalto e alegria.  
bem querer que não sabe de fronteira
amor que, de entender, não tem maneira.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

BRASÃO DE ARMAS DE LAGUNA TEM ERRO GRAMATICAL

Brasão de armas de Laguna copiado de Wikipedia, a enciclopédia mundial livre da web.


O brasão de armas  do município de Laguna, SC, apresenta erro gramatical em seu lema.
A frase latina em destaque logo abaixo dos escudo "AD MERIDIEN BRASILIAM DUXI" contém um erro de grafia da palava "MERIDIEN".

Para uma explicação simplificada, a língua latina usa 6 (seis) formas de escrever o sujeito e os objetos de uma oração, de acordo com sua função sintática.

Cheguei a conversar com meu amigo Professor João Jerônimo de Medeiros e concordamos com a observação do erro.

Assim. a palavra MERIDIES, que significa = meio-dia, sul, meridiano, meridião, seria a forma nominativa singular, no caso de essa palavra ser o sujeito da frase.

Na frase do brsaão, a preposição "AD" = a, na direção de, exige o acusativo, onde a palavra em questão passa a ser grafada "MERIDEM" com a terminação EM..

é o mesmo caso de
AM = ANTE MERIDIEM  ou PM = POST MERIDIEM onde as preposições ante e pos, exigem o acusatico ( antes de meio-dia, após o meio-dia).

Respeitosamente, sugerimos a correção da frase do brasão em documentos, publicações, clips no Youtube, folders, na bandeira e na página da web da prefeitura Municipal de Laguna.

AD MERIDIEM BRASILIAM DUXI
Ao sul, o Brasil (eu) levei.

Este latim é o que estudávamos no primeiro ano ginasial, com 10 a 11 anos de idade, com  Dr, Jairo Ulysséa Baião.
(correspondente à quinta série de hoje)
texto e postagem márcio josé rodrigues

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

PROJETO DE LEI FEDERAL PODE MODIFICAR EDUCAÇÃO


Imagem ilustrativa - Google
PROJETO DE LEI Nº 276/11, DE 2011
(Da Deputada Federal Cida Borghetti)
Acrescenta o art. 53-A a Lei n.°
8.069, de 13 de julho de 1990, que “dispõe
sobre o Estatuto da Criança e do
Adolescente e dá outras providências”, a fim
de estabelecer deveres e responsabilidades
à criança e ao adolescente estudante
.
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1.º. Esta lei acrescenta o art. 53-A a Lei n.° 8.069, de
13 de julho de 1990, que “dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente
e dá outras providências”, a fim de estabelecer deveres e responsabilidades à
criança e ao adolescente estudante.
Art. 2. °. A Lei n.° 8.069, de 13 de julho de 1990, passa a
vigorar acrescida do seguinte art. 53-A:

“Art. 53-A. Na condição de estudante, é dever da criança
e do adolescente observar os códigos de ética e de
conduta da instituição de ensino a que estiver vinculado,
assim como respeitar a autoridade intelectual e moral de
seus docentes.
Parágrafo único. O descumprimento do disposto no caput
sujeitará a criança ou adolescente à suspensão por prazo
determinado pela instituição de ensino e, na hipótese de
reincidência grave, ao seu encaminhamento a autoridade
judiciária competente.”
Art. 3.º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO
Este projeto de lei tem por objetivo estabelecer deveres e
responsabilidades à criança e ao adolescente estudante, prevendo a
responsabilização daqueles que desrespeitam seus professores e violam as
regras éticas e de comportamento das instituições de ensino que frequentam.
Infelizmente, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo
rotineiro nas escolas brasileiras, e o número de casos de violência contra
professores por parte de alunos aumenta assustadoramente.
Deputada Federal Cida Borghetti - Paraná
Além das situações de agressão verbal, há outros
episódios em que ocorre violência física contra os educadores, como maustratos
ou lesões corporais.
Trata-se de comportamento decrépito, inaceitável e
insustentável, que deve ser prontamente erradicado da vida escolar com a
adoção de medidas próprias.
No que guarda pertinência com o direito à educação, o
Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece inúmeros direitos e garantias
para a criança e o adolescente, e as respectivas obrigações a serem cumpridas
pelo Estado e pela sociedade.
Todavia, inexistem dispositivos a disciplinar as obrigações
que essas pessoas, na condição de estudantes, devem ter perante seus
mestres.
Assim sendo, a proposição determina ser obrigação da
criança e do adolescente estudante a observância dos códigos de ética e de
conduta da instituição de ensino a que estiver vinculado, bem como o respeito
à autoridade intelectual e moral do professor.
Em caso de descumprimento desse dever, estabelece
como responsabilização a suspensão do aluno por prazo determinado e, em
caso de reincidência à autoridade judiciária competente, para que as medidas
necessárias sejam tomadas a fim de se resguardar estudantes e docentes.
Certo de que meus nobres pares reconhecerão a
conveniência e oportunidade da medida legislativa que se pretende
implementar, conclamo-os a apoiar a aprovação deste projeto de lei.

Sala das Sessões, em de de 2011.
Deputada CIDA BORGHETTI

obs, oa 19/04/20011 o projeto estava na Comissão de Direitos Humanos e Minorias  CDHM.
Esgotado o prazo para emendas. Nenhuma enenda apresentada. ( Fonte Câmara Federal).
Postagem Márcio José Rodrigues

OPINIÃO - AFONSO PRATES SILVA

foto galeria Google



 Escola X Presídio



È interessante fazermos uma análise sobre estes temas: O que está acontecendo? De quem é a responsabilidade?

Verifiquei a “evolução” do ensino nacional e paralelo ao mesmo as leis penais aprovadas pelos Ilustres Deputados e Senadores, com a tutela dos seus governantes. Para melhores elucidações vamos rever o seguinte:

Antes de 1971 a 1ª série  ginasial, estudava quatro línguas: inglês, frances, português, latim e ainda prefixos e sufixos gregos; atualmente o equivalente representada pela  5ª série do ensino fundamental, uma criança mal escreve seu nome e quando o faz, usa letras minúsculas.

Portanto, não estranhe se a cultura atual do povo é muito saudável aos Ilustres políticos. E ainda retiraram a “Educação Moral e Cívica” do currículo escolar que nada mais é que: Moral do latim “mores” que significa: conduta, costume, comportamento, modo de agir, ou seja: é a Lei Moral que nos ordena o que é correto e nos proíbe do que é errado. Civismo é o amor pela pátria é o cultivo de suas tradições.                   
Analisem agora porque saiu do currículo.

Para substituí-la foi criada o “Avanço Progressivo”. Lindas palavras! Simples: sem reprovação não seria necessário construir novas salas de aulas, o que seria uma grande economia aos cofres dos governos. Por isto, salve a Lei 5.692/71.

Quais foram seus reflexos?

A criminalidade avançou como uma peste devastadora. Pior é que o fato se repetiu e para não construir novos presídios, só existia uma maneira: criar leis mais flexíveis.

E assim os estupradores, latrocidas, ladrões e muitos outros passaram a ter regalias natalinas, dia das mães, redução de penas, penas alternativas etc. etc..

90% dos crimes cometidos hoje são praticados por presos em regalia. Hoje então, o ladrão só tem uma preocupação, roubar um pouco mais, para que com o fruto do roubo pague a fiança e não tenha prejuízo.

E agora quem vai assumir a culpa? Como isto é um círculo vicioso, o povo pagará pela ignorância, e será culpado por tudo.

Salve os nossos governantes e seus iluminados Legisladores.

Afonso Prates da Silva

Florianópolis-SC

o autor é professor, escritor e poeta de Laguna, SC (Brasil),

domingo, 7 de agosto de 2011

PALAVRAS AO VENTO

Praça Vidal Ramos à noite - foto márcio josé rodrigues


postagem  márcio José Rodrigues

AGENDA

Foto Márcio José Rodrigues Filho - Praia Itapirubá, Laguna SC

postagem márcio josé rodrigues

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

BIANCA

Foto mjr

Bianca nasceu a 02 de agosto de 2011.
 É filha de Aldo e Natália  Massih.


Os nossos filhos são a esperança de fazer do mundo, um lugar melhor do que aquele que construímos para eles.


texto e postagem márcio josé rodrigues

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

04 DE AGOSTO - A MORTE DE ANITA GARIBALDI

ANA MA RIA DE JESUS RIBEIRO nasceu  a 30 de agosto de 1821 num lugarejo chamado Morrinhos,  localidade pertencente a Laguna SC.


Era filha de um tropeiro, Bento Ribeiro da Silva e Maria Antônia de Jesus Antunes. A morte do pai deixou a família em estado de penúria, motivo pela qual sua mãe praticamente forçou-a a casar com apenas quatorze anos, com Manoel Duarte de Aguiar, sapateiro conhecido como  Manoel dos Cachorros. 

Aos dezessete já estava afastada do marido, que se alistara no exército imperial e abandonara a mulher.
O lendário Giuseppe Garibaldi, um homem diferente,  herói da Revolução Farroupilha, a quem dedicou o resto de sua curta vida, conheceu-a quando ela ainda não tinha completado seus dezoito anos.

Foi na época em que a pequena Laguna, aderindo à Revolução Farroupilha,  revoltou-se contra um poderoso império e proclamou a efêmera REPÚBLICA JULIANA,  sendo sua capital (24/07/1839).
Monumento à Anita em Laguna , SC - foto mjr

Daí em diante a vida foi uma eterna peregrinação, às vezes pelos caminhos do inferno, em meio a lutas, fome, gravidez, sacrifícios, perseguições e fugas, um eterno sem parar em lugar algum, porém sempre devotada ao seu homem e sua nova família.  
Com a notícia da morte do ex- marido Manoel , Anita e Giuseppe casaram-se na Igreja Católica no Uruguai em 1842.

Não bastassem os combates navais nos mares da Laguna , os campos de batalha de Lages, Curitibanos e do Rio Grande, a família mudou-se para a Itália onde participou da campanha pela unificação daquele país onde foi fator decisivo.

ANITA GARIBALDI é a maior heroína brasileira e a na Itália, reverenciada como verdadeiro mito, a "HEROINA DE DOIS MUNDOS".

Sua morte, cercada de acontecimentos ainda não decifrados, ocorreu em Mandriole, Itália, a 4 de agosto de 1849, quando tinha apenas 27 anos, ainda uma vez com Garibaldi, em fuga da perseguição do exército austríaco. 
Sepultada às pressas em cova rasa, teve na autópsia a revelação de sinais de assassinato por estrangulamento e uma gravidez em andamento de cinco meses.

O que se destaca tanto em ANITA, que a faz merecer nossa reverência?
É a mulher revolucionária, não apenas no sentido político, capaz de dar a vida por uma causa, mas pela fidelidade à família em qualquer circunstância e também pela ousadia de afrontar a sociedade do seu tempo e proclamar sua própria liberdade de deliberar seu destino como mulher, sem medo de submeter-se aos preconceitos, que ainda marcam a mulher de um século e meio depois.


ps - depois da batalha naval da Barra em Laguna (a maior batalha naval brasileira em águas interiores) a 15 de novembro de 1839, onde a esquadra farroupilha foi destroçada pela frota imperial, Anita jamais voltou a sua terra natal

texto e postagem Márcio José Rodrigues.

AFONSO PRATES SILVA


Envelheci
por Afonso Prates Silva

Ah! Juventude.
Que clamas para envelhecer.
Queres a maioridade,
E quando as tens,
não valorizas,
não sabes o que fazer.

O tempo dispara como um raio na tempestade.
O hodômetro da vida não para,
escapa pelas mãos,
o vigor que se afasta.

O corpo já não responde
Os reflexos diminuem,
é quando percebemos,
que  realmente,
envelhecemos.

Sentado, cabisbaixo  a pensar
Levanta-se num ímpeto esforço,
alma triste,corpo sofrido,
reflete o malogro e a  angustia
de uma vida distante,
a abraçar o tempo.

É o ciclo natural,
é a vitoria da razão
seguimos  nossas mazelas,
nossos  tormentos,
entretanto lembro sempre,
que só  envelhecemos
quando trocamos os sonhos
 pelos  lamentos.


Afonso Prates Silva é professor, escritor e poeta de Laguna SC

Formatação e postagem Márcio José Rodrigues


sexta-feira, 29 de julho de 2011

LAGUNA COMEMORA HOJE 335 ANOS DE FUNDAÇÃO

Texto e postagem Márcio José Rodigues
Monumento a Nossa Senhora da  Glória em Laguna SC - Foto Marcinho J. Rodrigues Filho
Docas do antigo cais do portoem Laguna SC - foto Márcio Rrodrigues




Com seus 335 anos de fundação (oficial), mérito do bandeirante vicentista Domingos de Brito Peixoto, Laguna hoje acordou ao som de uma salva de tiros de rojões disparados do alto do Morro da Glória.

O território desta  nossa querida Embiaçá tem sido ocupadopor diversas
civilizações desde 4000 anos, como bem demonstrou Pe. Alfredo Rohr em suas pesquisas em sambaquis.
Já foi berço de uma nação carijó, exterminada pelo escravismo português, num genocídio que a história não pode esquecer .

Laguna é com certeza,  pré-cabraliana, pois leituras de relatos antigos das grandes navegações apontam o conhecimento do território por naus portuguesas exploratórias. 
Até hoje imagino que a famosa "Pedra do Frade" seria um marco demarcatório e de referência para novas incursões do reino lusitano.
Logo após o descobrimento do Brasil, foi porto de abrigo seguro para naus espanholas a caminho do Prata e seu entreposto de aguada e abastecimento num processo de escambo com os índios carijós.
Certamente a nossa fonte da Carioca é testemunha da presença dessa gente e seu nome deriva de "A fonte do Carió (caraí-yoc) ", ou simplesmente, a fonte do carijó.

Oficialmente comemora 335 anos dedicados à expansão do Brasil para o sul  na ocupação do "Continente de São Pedro do Rio Grande ".
Laguna fundou a cidade de Porto Alegre e abriu os caminhos do gado de Viamão.
AD MERERIDIEM BRASILIAM DUXI, bem justifica seu brasão de armas.

A democracia brasileira tem o seu cordão umbilical preso à placenta lagunense, desde que esta pequena, porém valorosa cidade proclamou-se capital de uma república,  a REPÚBLICA JULIANA em plena Revolução Farroupilha, contra um poderoso império totalitarista.

Laguna é sobretudo, mulher, feminina e doce, porém corajosa até as raízes de sua alma, lutadora e aventureira, mercê do seu vento constante que  sempre a convida a enfunar as velas e partir.
Se uma lagunense , Anita, participou da unificação da Itália e lhe deu a dignidade de deixar de ser uma colcha de retalhos para ser um país, os lagunense estão por aí, anônimos, construindo, e  não são raros os que se destacam em várias atividades pelo mundo.
Parabéns, minha cidade, meu bem querer, mãe dos  meus filhos, minha inspiração e meu estado de espírito.
Desejo unicamente que teus filhos te saibam amar e te tratem melhor.


Mariscos e algas no Mar Grosso em Laguna SC - foto Isabella Barzan








Molhes da Barra em Laguna SC - foto Marcio José Rodrigues Filho
Posted by Picasa

ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE IMPRENSA HOMENAGEIA JERÔNIMO COELHO EM LAGUNA


por Márcio José Rodrigues (texto, fotos e postagem)

Em pleno andamento da XXX SEMANA DA CULTURA  DE LAGUNA, a  ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE IMPRENSA  comemora o 180º aniversário da imprensa em Santa Catarina, data marcada com a circulação do primeiro jornal da província, "O CATHARINENSE" em 28 de julho de 1831. 
Rainha e princesas da XXX Semana da Cultura
Prefeito Célio Antônio, aluno da Escola Básica Jerônimo
e o Jornalista Ademir Arnon
Jornalistas Ademir Arnon, Márcio Matos Carneiro e
Luis Meneghim




O grande homenageado, Comendador JERÔNIMO FRANCIOSCO COELHO, militar e político, cognominado  PATRONO DA IMPRENSA CATARINENSE, nasceu em Laguna(SC) em 1806 e foi figura de destaque no império brasileiro. Ocupou por seis legislaturas o posto de Deputado Provincial em Santa Catarina chegando ser presidente da Assembléia. 

Durante o governo de D. Pedro II, foi requisitado sucessivamente para importantes posições, entre elas, Ministro da Marinha, Comandante  do Exército, Ministro da Guerra, Presidente da província do Grão-Pará, Presidente da Província do Rio Grande do Sul, onde teve o mérito de ser o apaziguador da Revolução Farroupilha.


Na solenidade realizada em bela manhã de sol na praça que leva seu nome, num recanto  cheio da mística histórica lagunense, o nome do patrono foi evocado com propriedade e carinho, pela imprensa, na palavra do Jornalista Ademir Arnon, presidente da Casa do Jornalista da Associação Catarinense de Imprensa  junto ao monumento do "patrono" .  Em suas palavras, pediu veementemente a restauração do "GRUPO ESCOLAR JERÔNIMO COELHO" construído em 1912, uma das peças mais importantes e belas do patrimônio histórico e dentro da área de tombamento histórico nacional. Hoje em estado de quase ruínas, é a escola onde estudaram, entre outros, Colombo Machado Salles e Eduardo Pinho Moreira.

Alunos da escola acompanhados de Sua Diretora Mônica Nunes Sant'Ana,  presentearam a ACI, com réplica do retrato do patrono e depuseram flores junto ao monumento.
Estavam presentes, jornalistas, autoridades militares e civis, escolares, professores e representantes da sociedade lagunense.

Logo após a cerimônia cívica, a comitiva acompanhada do Sr. Prefeito Municipal Célio Antônio dirigiu-se ao "Grupo Escolar", onde pôde constatar in loco o estado do belíssimo e imponente prédio.

Visita à Escola Jerônimo Coelho - ao centro a Diretora Mônica Nunes SantÁna

Aspecto do "Grupo Escolar Jerônimo Coelho"






Os convidados foram recepcionados no Laguna Tourist Hotel, onde foi servido um almoço de requintado bom gosto e a colhedora recepção pelos anfitriões, inclusive com brindes aos presentes.  Na oportunidade discursou o Jornalista Luís Meneghim, Diretor de redação de o 'NOTÍCIAS DO DIA" de Florianópolis e Joinville, sobre a importância da imprensa para a democracia.

Destaque especial  e agradecimentos ao jornalista Márcio Matos Carneiro do "JORNAL DE LAGUNA", representante regional da ACI pelo sucesso cultural e social do evento.
Emocionante, cívico, educativo e mais      
que  oportuno.


Jornalista Luís Meneghim de "Notícias do Dia" em pronunciamento du-
rante o almoço no Laguna Toutist Hotel




Hóspede permanente do Laguna Tourist hotel a Coruja buraqueira poderia representar a imprensa, com seu olhar atento em eterno alerta e a coragem de defender os sagrados e naturais direitos do seu "povo". 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A RUAZINHA PERTO DA MINHA RUA




 Norma Bruno



A Ruazinha
Aquilo tudo era uma linda chácara, eu lembro. Eu era jovem e passava por alí de ônibus a caminho da Universidade Federal. Havia uma casa antiga, as paredes caiadas, uma porta e três janelas cor de vinho, a pintura desbotada. 

E, eternamente sentado na soleira da porta, um homem velho, barbas brancas. Diziam que era doido, que se a gente mexesse com ele, ficava agressivo. Não sei se era mentira ou verdade; recordo-o como uma foto enquadrada na janela do ônibus da Trindadense. Naquela época, não suspeitava que um dia moraria em seus domínios. A vida é engraçada. Imagino que o velho tenha morrido e os herdeiros tenham loteado a chácara em cujas terras foram construídas diversas casas. Num determinado espaço, as casas estabeleceram-se de “comprido”, como diz o povo, criando um beco onde, eu suponho, alojaram-se os parentes: filhos, netos e sobrinhos, lado a lado. Uns foram se mundando - sempre que a gente muda ganha o mundo -, outros foram ficando, ficando… 

A abertura de vias e estradas próximas mudou o destino do beco ligando-o a duas vias importantes, rua principal e avenida, elevando o seu status para “ruazinha”.  Tem uns cinqüenta metros de extensão a ruazinha e, apesar da mão dupla, nela só passa um carro por vez (azar de quem tiver o carro menor ou estiver mais perto da boca da rua, tem que voltar de ré). 

Nem sei se tem um nome, mas tem uma praça, pracinha, equivalente a um lote de terra, se muito, nascida da área verde estabelecida em lei. Possui umas tantas árvores velhas remanescentes da antiga chácara e canteiros onde flores teimosas nascem espontaneamente por entre a grama rala e tem também dois bancos como uma praça que se preze, só que esses, são voltados para a rua, contraditoriamente. Cortando a pracinha, um caminho liga uma rua à outra rua, abrindo-se no meio, para contornar uma árvore maior. 
Na ruazinha mora um homem que diariamente passeia com seu curió, tem mulher que espia na porta, assuntando, tem vizinha no portão conversando com outra vizinha, tem cachorro enfezado que late por obrigação de ofício, tem um homem que canta músicas do Nelson Gonçalves forçando voz de barítono, tem gente que vem, tem gente que vai; eu inclusive. 

Desde que vim morar aqui, uma coisa me intriga; não sei o que acontece: a despeito da loucura que brutaliza o nosso tempo, a indiferença, o individualismo doentio, a falta de civilidade e a violência, naquela ruazinha as pessoas se olham nos olhos e sorriem e se cumprimentam:
 – Bom dia, senhor! – Boa tarde, senhora! Eu sorrio e respondo – Bom dia, senhor, bom tarde, senhora!, Fico feliz quando isso acontece e me pergunto: teria a ruazinha, em sua pequenez, o poder de humanizar as pessoas reavivando memórias de vizinhança, bairro, cidade pequena? 

Hoje, ao cruzar com uma senhora carregada de compras, descobri o segredo. Naquela ruazinha sou eu quem olha as pessoas nos olhos, sou eu quem sorri e quem diz: – Bom dia, senhor! Boa tarde, senhora! É em mim que a ruazinha perto da minha rua reaviva memórias de vizinhança e cidade pequena. 

É a mim que ela humaniza e salva.
Norma  Bruno é professora de História, escritora e poeta de Florianópolis - SC

postagem Márcio José Rodrigues

sábado, 23 de julho de 2011

180 ANOS DA IMPRENSA CATARINENSE


Historiador Norberto Ulysséa Ungaretti é entrevistado por Fatima Barreto Michels(*)


                                                    
- Que significa fazer um trabalho sobre a vida do fundador da Imprensa Catarinense?

 Dr. Norberto – Para mim é uma realização pessoal porque há muitos anos trabalho nesse projeto. Nasci na casa de meus avós maternos, à rua Jerônimo Coelho, na Laguna. Fiz todo o curso primário, como à época se chamava, no velho Grupo Escolar “Jerônimo Coelho”, onde tive como primeira professora (e até ao segundo ano) minha mãe, profª Otília Ulysséa Ungaretti, que ali lecionou durante todo o longo exercício de seu magistério, assim como meu tio profº Romeu Ulysséa. Minha prima-irmã Elisabeth Ulysséa Arantes (Betinha) também ali lecionou. Ali estudaram meus quatro irmãos, sobrinhos, primos, centenas de parentes e amigos. São circunstâncias que me ligam afetivamente ao nome Jerônimo Coelho. Resolvi, por isso, há vários anos, intentar uma biografia dele, até por ser o lagunense mais ilustre. Também é uma homenagem que presto à minha terra.

- O senhor pertence a categoria dos historiadores genealogistas então,  nesta biografia,   a ênfase maior seriam as raízes familiares de Jerônimo Coelho?
 Dr. Norberto –  Não. No primeiro capítulo há referências às origens familiares de Jerônimo Coelho, sim, mas apenas ali. E no curso do livro uma outra menção de parentes seus. Mas nada mais do que isto.

- Jerônimo Coelho foi militar e também o patrono da Maçonaria de Santa Catarina, um homem de atuação e talento pródigos. Qual  sua expectativa acerca do modo como este livro será recebido entre os intelectuais, os estudantes e o público em geral?
Dr. Norberto – Na verdade, não tenho nenhuma expectativa nem preocupação quanto a isto. O livro não terá repercussão fora de Santa Catarina porque Jerônimo Coelho não é um personagem nacional. Fora daqui ninguém o conhece, a não ser alguns estudiosos nos estados que, então Províncias, ele governou, ou seja, Pará e Rio Grande do Sul. A vida dele foi a de um exemplar político e servidor do Estado mas de padrão comum, e sem emoções, dessas que despertam o interesse das pessoas em torno dos personagens históricos. Em Santa Catarina, sim, poderá haver maior repercussão porque, na verdade, são tratados e desenvolvidos muitos temas que dizem respeito à história do nosso Estado, principalmente a propósito dos discursos de Jerônimo Coelho na Câmara dos Deputados, da política provincial (onde ele foi o maior líder no seu tempo), da história da fundação da imprensa em Santa Catarina e da Sociedade Patriótica Catarinense, entidade de larga atuação, que ele fundou e presidiu. Ainda assim, entretanto, será uma repercussão limitada, porque é pequeno, mesmo no universo dos leitores (que, por sua vez, já é também pequeno em relação à população letrada), o número dos que se interessam por obras do gênero.

- Há um fato inusitado que o tenha surpreendido durante as incursões dessa pesquisa?
 Dr. Norberto – Um fato que me surpreendeu, agradavelmente, foi saber que um lagunense, o dr. João Francisco Coelho, tio e protetor de Jerônimo, bacharelou-se em leis e em cânones (direito canônico) pela Universidade de Coimbra nos primeiros anos do século XIX. Já pensou o que significava, naquele tempo (duzentos anos!)  sair de Laguna para ir estudar na Universidade de Coimbra?  Este dr. João Francisco era tido pelos nossos historiadores  como médico. Minhas pesquisas, entretanto, demonstram outra coisa, revelando quais os cursos que seguiu na famosa Universidade portuguesa. Este esquecido lagunense foi o primeiro bacharel nascido em Laguna e um dos primeiros de Santa Catarina. Também tive agradáveis surpresas com os discursos de Jerônimo Coelho na Câmara dos Deputados. Não tinham sido estudados, até agora, com a profundidade em que os estudei. Sua narrativa sobre a República Catarinense (particularmente importante por ser contemporâneo dos fatos), seus discursos sobre colonização em Santa Catarina, sobre o carvão catarinense (muito antes do início de sua exploração), sobre assuntos militares, entre outros, revelam o homem culto e preparado que ele foi, além de incansável defensor dos interesses catarinenses.


- Há quanto tempo o senhor vem trabalhando na obra? 
  Dr. Norberto – Há muitos anos. Para você ter idéia, em 1976 foi publicado um livro comemorativo aos 300 anos de fundação de Laguna. O coordenador da publicação foi o notável historiador, ilustre lagunense e meu saudoso amigo Oswaldo Cabral (com toda justiça homenageado na denominação de uma das principais ruas de Laguna), o qual, na apresentação da obra, disse que ali não havia nada sobre Jerônimo Coelho porque disso eu me ocuparia, em livro que tinha em preparo... É claro que não trabalhei no livro durante todos esses anos. Afazeres profissionais, no período, desviaram-me da obra. Retomei o ritmo há quatro anos, inclusive contando com a colaboração de pessoas que, sob minha orientação, realizaram pesquisas em jornais do Rio de Janeiro (Biblioteca Nacional) e Porto Alegre, em caráter profissional, pagas por mim. Embora me tivesse sido até oferecido, não aceitei patrocínio de nenhuma instituição ou do Governo, pois assim não fiquei nem estou sujeito a qualquer tipo de cobrança. Quando o livro estiver pronto, sairá.

- Qual o título que o senhor deu ao livro? Quantos capítulos? Há uma previsão de data para o lançamento?
 Dr. Norberto – O título do livro será, provavelmente, “Jerônimo Coelho”, apenas isto. Ou então “Jerônimo Coelho, o catarinense mais ilustre do Império”. Ainda não me decidi. Tenho 14 capítulos escritos, com fartas notas de rodapé. Já poderia publicar o primeiro volume, com sobra de material para o segundo. Mas considerando que faltam para finalização da obra, segundo calculo, uns três ou quatro capítulos, acho que vou trabalhar nisto a fim de que possam ser publicados os dois volumes, ao mesmo tempo, no segundo semestre deste ano em que se comemora o 180º aniversário da fundação da imprensa catarinense e também da Maçonaria em Santa Catarina, ambas as fundações devidas a Jerônimo Coelho.

Maria de Fátima Michels
 é escritora e poeta,
presidente do grupo de escritores
Carrossel das Letras


(*) Entrevista concedida  em maio de 2011  à Ma. de Fatima Barreto Michels para a revista Balaio das Letras/Grupo Carrossel